[[legacy_image_214100]] Os preços caíram em setembro pelo terceiro mês seguido. Mais uma vez os combustíveis puxaram a deflação e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou -0,29% no mês passado – após -0,68% em julho e -0,36% em agosto. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A taxa acumulada em 12 meses caiu de 8,73%, em agosto, para 7,17%, ainda acima da meta de inflação para este ano (de 3,5%, com tolerância até 5%). Pelos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o preço do combustível acumulou queda de 31,54% de julho a setembro, refletindo a desoneração promovida pelo Governo Federal. Após a divulgação do IPCA, a LCA Consultores cortou sua projeção para 2022, de 5,8% para 5,5%, enquanto o banco Credit Suisse reduziu sua estimativa de 6,3% para 5,6%. CombustíveisO combustível soma queda de 31,54% de julho a setembro, uma contribuição negativa de 2,13 pontos para o IPCA. Se o combustível tivesse permanecido estável, o IPCA teria subido, diz o analista do Sistema Nacional de Índices de Preços do IBGE, André Almeida. Em setembro, a gasolina caiu 8,33%, enquanto o etanol recuou 12,43%. Houve queda também de gás veicular, diesel, motocicletas e automóveis novos e usados. Mas as passagens aéreas tiveram alta de 8,22%. Se retirada a gasolina do IPCA, a movimentação de preços dos demais itens teria feito o índice subir 0,15% em setembro (em vez de variar -0,29%). O resultado de agosto teria sido de alta de 0,32% (em vez de -0,36%), e o de julho, de 0,39% (em vez de -0,68%). Em setembro, as famílias gastaram menos com transportes (-1,98%), alimentação e bebidas (-0,51%), artigos de residência (-0,13%) e comunicação (-2,08%). O leite longa vida recuou 13,71%, embora ainda acumule alta de 36,93% em 12 meses. Em setembro, o óleo de soja caiu 6,27%), enquanto a cebola subiu 11,22%.