[[legacy_image_229169]] Planejar a indústria química para o crescimento de suas atividades, maior competitividade internacional e uma agenda de sustentabilidade pautada na busca da descarbonização, economia circular e inovação. Esses foram os pontos comuns dos painéis desenvolvidos nesta segunda (12), na Capital, no 27ºEncontro Nacional da Indústria Química (ENAIQ), o primeiro presencial desde o início da pandemia da covid-19. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O fórum, organizado pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), reuniu autoridades, parlamentares e CEOs das principais indústrias químicas que atuam no País. O presidente da Abiquim, André Passos Cordeiro, destacou as novas estratégias de atuação da entidade, divididas em nove eixos: prosperidade e competitividade (gerar um ambiente favorável a investimentos); sustentabilidade (com incentivo à transição da agenda ESG), relações externas (para que a sociedade entenda o valor do segmento), segurança, saúde e meio ambiente; energia e matéria-prima (com custos competitivos às empresas); logística e infraestrutura; assuntos regulatórios e economia circular. Cordeiro destacou que o segmento tem uma capacidade ociosa de 30% e que o trabalho do setor será reverter esse cenário, com mais competitividade, segurança jurídica e sustentabilidade. “Se as medidas certas forem adotadas, nos próximos anos a indústria química brasileira pode ser uma das mais fortes do mundo”. Energia No painel dedicado ao debate sobre o gás natural, o economista Gesner Oliveira apontou estudo em que mostra quanto o setor industrial poderia se beneficiar de um recurso que ainda hoje é desperdiçado no Brasil por falta de investimentos em infraestrutura e logística. Além disso, ele explicou, a maior utilização do gás natural teria um impacto ambiental positivo na matriz energética, reduzindo as emissões de gases poluentes. Ainda nesse painel, Daniel Hubner, vice-presidente sênior da Yara Fertilizantes, falou sobre uma iniciativa inédita da empresa, e que será aplicada na unidade de Cubatão. A Yara vai utilizar o biometano produzido a partir do resíduo da cana e trazido para Cubatão por dutos da Comgás. “Com isso, vamos produzir um fertilizante com 80% menos de pegada de carbono”. Esse fertilizante será fornecido prioritariamente à Cooxupé, cooperativa dos cafeicultores de Guaxupé (MG). “É uma primeira iniciativa, mas queremos ampliar esse mercado”. Hubner também falou sobre a intenção de utilizar o hidrogênio verde na unidade de Cubatão, que já produz a amônia e, portanto, pode ser um facilitador na ampliação desse novo mercado. O hidrogênio verde tem redução na emissão de gases de efeito estufa entre 80% e 100%. Na mesa em que os CEOs falaram suas as práticas verdes que vêm adotando em seus ciclos produtivos, o presidente da Braskem, Roberto Simões, falou sobre a economia circular e sobre a responsabilidade de todos nesse ciclo: “Só funciona se todos os participantes assumirem suas responsabilidades. A indústria química não pode pagar o preço sozinha”. Ele falou, também, sobre a necessidade de tecnologias para reciclagem do plástico em larga escala.