[[legacy_image_259889]] O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial de inflação, desacelerou de 0,84% em fevereiro para 0,71% em março, divulgou nesta terça-feira (11) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O resultado ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pela Reportagem, que previam um avanço entre 0,69% e 0,85%, mas abaixo dos 0,77% esperados. A taxa acumulada pelo IPCA em 12 meses arrefeceu de 5,6% em fevereiro para 4,65%. A meta de inflação perseguida pelo Banco Central (BC) é de 3,25% neste ano, com um teto de tolerância de 4,75%. O grupo Transportes foi o destaque no índice de março, sendo responsável pelo maior impacto, com 0,43 ponto percentual (p.p.), e maior variação, 2,11%. A gasolina (8,33%), subitem com maior impacto individual no índice de março (0,39 p.p.), teve grande peso na alta verificada em Transportes. O etanol (3,2%) também subiu. “Os resultados da gasolina e do etanol foram influenciados principalmente pelo retorno da cobrança de impostos federais no início do mês, estabelecido pela Medida Provisória 1157/2023. Havia, portanto, a previsão do retorno da cobrança de PIS/Cofins sobre esses combustíveis a partir de 1º de março”, afirma o analista da pesquisa, André Almeida. Saúde e habitaçãoApós Transportes, os grupos que tiveram maior alta foram Saúde e cuidados pessoais (0,82%) e Habitação (0,57%), contribuindo com 0,11 p.p. e 0,09 p.p., respectivamente. Por outro lado, Artigos de Residência (-0,27%), que teve alta de 0,11% em fevereiro, foi o único grupo pesquisado a cair este mês. Os demais ficaram entre o 0,05% de Alimentação e Bebidas e o 0,5% de Comunicação. AssalariadosO Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve alta de 0,64% em março, após uma elevação de 0,77% em fevereiro, segundo os dados do IBGE. Com o resultado, o índice acumulou alta de 1,88% no ano. A taxa em 12 meses mostrou alta de 4,36%, ante taxa de 5,47% até fevereiro. O INPC mede a variação dos preços para as famílias com renda de um a cinco salários mínimos (de R\$ 1.302,00 a R\$ 6.510,00) e chefiadas por assalariados.