[[legacy_image_201297]] As incorporadoras listadas na Bolsa ampliaram o faturamento no segundo trimestre, mas o lucro encolheu devido à elevação dos custos de construção, maiores gastos com juros e descontos nas vendas de imóveis em alguns casos. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A receita líquida consolidada das incorporadoras cresceu 4,6% na comparação entre o segundo trimestre e o mesmo período do ano passado, totalizando R\$ 7,7 bilhões. Já o lucro operacional consolidado medido pelo Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) subiu 3,7% na mesma base de comparação, para R\$ 990,3 milhões. O lucro líquido consolidado recuou 35%, para R\$ 652,5 milhões. Apesar dos números gerais terem mostrado queda no lucro, os resultados individuais foram bastante distintos. Seis empresas apresentaram lucro menor na temporada (Cyrela, Eztec, Lavvi, Helbor, Trisul e Mitre), enquanto três tiveram prejuízo: Tenda (R\$ 114,4 milhões), Gafisa (R\$ 30,2 milhões) e Tecnisa (R\$ 9,3 milhões). Pelo lado positivo, oito registraram lucro crescente (Cury, Direcional, MRV, Plano & Plano, Even, Melnick, RNI e Moura Dubeux). De modo geral, as empresas estão enfrentando alta nos custos de construção e buscando subir os preços de venda para compensar esse efeito. Entretanto, nem todas conseguiram fazer isso, o que levou a casos de compressão das margens. Neste momento, a perspectiva é mais favorável para as incorporadoras que atuam no segmento de imóveis econômicos, dentro do Casa Verde e Amarela. O programa teve mudança nas regras para prover mais subsídios aos beneficiários e prazos mais longos de financiamento - o que se traduziu em aumento no poder de compra das famílias.