[[legacy_image_202860]] O arremate de imóveis em leilão está cada vez mais popular devido às facilidades com portais especializados. A economia no valor final é o grande chamariz, mas dúvidas sobre visitação do bem antes da hora do lance ou se haverá dificuldades com a saída do atual morador ainda são tabus nesse segmento. Entretanto, profissionais do setor alegam que agora há mais segurança jurídica para quem busca a casa própria ou imóvel para investimento via casas leiloeiras. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O desconto para quem compra imóveis em leilões pode chegar a mais de 50% do valor total de um apartamento no mercado convencional, segundo o diretor da empresa de leilões Família Capital, Mário Esteves. Ele afirma que o desconto médio é de 40%, mas que pode aumentar no caso de leilão trabalhista. “É um ótimo preço. Tratando-se de um ativo de valor elevado, a diferença financeira é brutal”. Esteves explica que hoje em dia grande parte dos leilões é realizada de forma on-line com os interessados buscando as disputas em sites “verificados” ou em consultorias especializadas nesse segmento imobiliário. Também é possível identificar em um mesmo portal a oferta de imóveis de várias regiões do País. Os leilões se dividem entra os judiciais, que são realizados pela Justiça, e os extrajudiciais, feitos pela própria empresa financiadora em acordo com o proprietário ou quando o dono é um banco. Em ambas as modalidades é realizado um rito legal a ser cumprido, especialmente após a arrematação. Por conta disso, Esteves ressalta a importância da assessoria de um profissional especializado no assunto para guiar o comprador. PagamentosPara participar dos leilões extrajudiciais, o interessado deve apresentar seus documentos junto ao leiloeiro para a realização de um cadastro. Nesta modalidade, as formas de pagamento podem variar – à vista, parcelada ou até mesmo financiada. “Ganha quem fizer a melhor oferta”, afirma. No caso do judicial, o pagamento do lance é realizado à vista na maioria das vezes, tendo que ser honrado no dia seguinte à arrematação. O diretor da Família Capital revela que para esta modalidade a prática de parcelamento é pouco empregada e que a oferta perde o valor neste caso. RiscosUma das desvantagens é a possibilidade de não poder visitar o imóvel que vai a leilão. Entretanto, Esteves diz que o investimento por meio dessas disputadas é muito segura. “Há laudos com diversas avaliações e fotos para os interessados consultarem”. Segundo ele, a segurança aumenta quando os bancos são os donos dos imóveis. Ele revela que hoje em dia não existe mais preocupação em relação à desocupação de imóveis leiloados. Conforme Esteves, o próprio juiz responsável pelo processo que levou o bem a leilão já pede a desocupação automática no mesmo momento em que o magistrado emite a carta de arrematação. “Antigamente era necessário ingressar com uma ação autônoma requisitando a posse”, conta. De acordo com ele, o tempo entre o arremate e a ocupação do imóvel pelo comprador pode variar entre quatro e cinco meses.