[[legacy_image_136217]] O Hipermercado Extra de Santos encerrará suas atividades no dia 31 de janeiro, apurou A Tribuna com funcionários na loja. Em Praia Grande, a loja de mesma bandeira foi fechada no último dia 15. Procurado, o GPA, dono da marca, não respondeu até o fechamento desta edição. O encerramento vem após o GPA vender 71 lojas da bandeira Hiper à rede Assaí Atacadista, em uma negociação de R\$ 5,2 bilhões. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! De acordo com apurado pela Reportagem, os funcionários do local estão sendo transferidos para outras unidades do GPA, se assim desejarem, ou poderão aderir ao programa de demissão voluntária (PDV), que pagará bônus aos que trabalharem até o encerramento do estabelecimento. O número de funcionários da unidade não foi informado pelo grupo. O local pode receber uma unidade do Assaí. A empresa, no entanto, disse que o futuro do espaço que fica na esquina das avenidas Ana Costa e Francisco Glicério ainda não está definido. Essa incerteza acontece por conta da estrutura do local. O térreo possui o estacionamento interno, além de lojas de departamentos. No primeiro andar fica o hipermercado. O local onde o Extra funciona não seria apropriado para receber uma unidade do Assaí porque as gôndolas do atacadista são diferenciadas, necessitando de estrutura térrea para suportar o peso. Também seria necessário reformar o sistema de iluminação do hipermercado, considerado baixo para instalação das estruturas onde ficam os produtos. Segundo o GPA, além das 71 unidades vendidas, há mais 32 lojas Hiper Extra. Destas, 28 serão transformadas ou em Pão de Açúcar ou em Mercado Extra e quatro serão totalmente fechadas. A bandeira Hiper deixará de existir. Promoções e 'velório'O hipermercado da Avenida Ana Costa vive clima de despedida, com espaços vazios entre as colunas de produtos e centenas de promoções. A intenção é limpar o estoque e os descontos chegam a 50% em alguns casos, como eletrodomésticos. O espaço vende, além dos alimentos, peças de vestuário, itens veiculares, de decoração e cozinha, eletrodomésticos e portáteis, além de eletrônicos, como celulares, fones e caixas de som. Um funcionário explicou que desde que foi anunciado o fechamento, colegas estão sendo transferidos ou demitidos. “Eles ofereceram um bônus para quem quiser sair. Alguns decidem ficar porque é vantajoso ir para outra loja”, disse um deles. Com mais de dois anos de carteira assinada, este trabalhador decidiu manter-se no grupo e vai para um outro estabelecimento. Um outro trabalhador decidiu que é hora de parar. Ele afirmou que vai deixar o emprego quando a loja fechar. “Vou fazer outra coisa, buscar outras opções de emprego, aproveitar para sair sem burocracia ou problemas”, afirma ele. RespostaEm nota, o Assaí disse que ainda não há definições sobre as redes compradas do GPA e que a finalização da transação, considerando tanto a cessão dos pontos comerciais quanto a venda dos imóveis, ocorra até o próximo trimestre.