[[legacy_image_326834]] O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começou a utilizar ferramenta de inteligência artificial, um robô criado pela Dataprev, estatal de serviços públicos digitais, para identificar fraudes nos pedidos de incapacidade temporária, o antigo auxílio-doença. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! A ferramenta vai fazer uma varredura nos atestados médicos enviados pela internet para dar entrada no pedido do benefício. “O sistema começou a rodar nesta segunda-feira (ontem) e está em fase de testes. Acredito que em 20 ou 30 dias já poderemos apresentar bons resultados”, afirma o presidente do INSS, Alessandro Stefanutto. Para dar entrada no pedido de benefício, é preciso ter realizado 12 contribuições previdenciárias antes do mês do afastamento. Também é necessário apresentar atestado que comprove a necessidade de se afastar do trabalho por mais de 15 dias. O prazo máximo são 180 dias. Segundo a assessoria do INSS, com a inteligência artificial, o órgão identificará padrões e coibirá qualquer indício de fraude ou golpe com o uso do Atestmed, que substitui o atendimento médico-pericial por análise documental nos casos de benefício de até 180 dias. O requerimento é feito pelo aplicativo ou site Meu INSS e os segurados podem anexar o documento na plataforma. A ferramenta vai cruzar nome e assinatura do médico no atestado e se esse documento é realmente de onde o profissional trabalha, número do Conselho Regional de Medicina (CRM), especialidade médica, além de identificar o IP do computador, que é o endereço exclusivo de onde é enviado o arquivo. Segundo o INSS, o Atestmed recebeu 1,6 milhão de pedidos do benefício no ano passado, mas 46% foram recusados. Conforme o INSS, o sistema da amostragem de forma manual tem detectado fraudes no uso de atestados médicos nos requerimentos do benefício. PF investigaUm desses casos está em investigação pela Polícia Federal, que investiga atestados médicos emitidos em São Paulo com quatro padrões de letras diferentes e o mesmo carimbo. Conforme o INSS, foi descoberto que a médica não trabalhava no hospital descrito no atestado e não sabia que seus dados estavam sendo utilizados indevidamente.