O cenário de juros baixos também abriu caminho para que os empréstimos bancários ganhassem novas linhas, como é o caso do crédito com garantia de imóvel, o chamado home equity. Nessa modalidade, o imóvel serve de garantia para o empréstimo e pode trazer taxas atrativas para quem precisa de liquidez, que é o dinheiro na mão. “Nós ainda estamos defasados em relação aos países desenvolvidos, que já possuem empréstimos desse tipo, mas a digitalização da operação, somada à resolução que autorizou os bancos a recomporem financiamentos originais com essa modalidade de crédito, melhorou as condições e trouxeram mais opções ao consumidor”, comenta a economista- chefe da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Cristiane Portella. Essa abertura fez com que bancos menores e startups de finanças, as fintechs, entrassem no mercado. É o caso da Credihome. Além da intermediação entre clientes e bancos para concretizar a operação, a fintech também empresta. Segundo o sócio da fintech, Caio Carra, a linha da Credihome reduz em 20% o valor das parcelas nos três primeiros anos. “Acreditamos que é um momento em que o cliente depende muito de dinheiro e precisa de um fôlego para se reestabelecer”, afirma. A fintech trabalha com crédito da casa própria e com garantia de imóvel. As taxas começam em 6,95% ao ano, incluindo ofertas dos bancos por meio da plataforma. No home equity, as taxas são a partir de 0,99% ao mês. “A combinação desses fatores e o cenário de taxa de juros baixa têm atraído grande fluxo de demanda para a plataforma”, diz o executivo da fintech. De acordo com ele, somente em junho a Credihome registrou R\$ 5,6 bilhões em pedidos, volume três vezes maior que o registrado em maio. “No primeiro semestre, a demanda por crédito imobiliário captada pela plataforma já soma R\$ 12 bilhões”, avalia Carra.