[[legacy_image_102924]] Imóveis destinados a financiamento habitacional popular poderão custar até R\$ 253 mil na Baixada Santista. O valor máximo do custo de moradias destinadas a famílias de baixa renda teve um reajuste de 10% autorizado na última segunda-feira (13) pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A última atualização ocorreu em fevereiro de 2017. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! O novo teto entra em vigor em cerca de 60 dias e beneficia famílias atendidas por programas como o Casa Verde e Amarela. Até agora, o limite era de R\$ 230 mil na região. A medida visa estimular o interesse de empresas em erguer empreendimentos destinados a essa parcela da população e reduzir o impacto da inflação do setor, medida pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que ficou em 17,3% nos últimos 12 meses, informa o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR). A mudança pode estimular o setor imobiliário, avalia o economista e especialista em fundos Imobiliários da Valor Investimentos. Jardel Lago, uma vez que traz um alívio para as construtoras. “Desde o ano passado, o setor destinado a construção de baixa renda sofre mais com compressão de margem, porque eles tiveram problemas com preços elevados de material e tiveram de espremer margem. Mas toda vez que há reajuste, ele abre espaço para novos investimentos”. A expectativa é de que o novo teto realmente mexa com o setor, diz o diretor Regional do Sindicato da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon), Lucas Muniz Elias Teixeira. “Acho possível empreendimentos novos começarem a aparecer. A gente conversa com construtores desse segmento e eles dizem que a margem ficava muito exprimida e não valia a pena correr o risco pelo retorno. Agora com 10% de margem, acho que deve surgir algo novo”. Para o presidente da Associação dos Empresários da Construção civil da Baixada Santista (Assecob), Ricardo Beschizza, o cálculo dos custos de um novo empreendimento será decisivo nessa hora para minimizar riscos. “Quem for construir terá que fazer muito bem as contas para ver se o novo valor consegue cobrir os custos antes de lançar um empreendimento no mercado. De um ano para cá, os custos dos insumos da construção ficaram muito altos. O aço subiu mais de 100%”. JurosO Ministério do Desenvolvimento Regional também divulgou a aprovação de uma redução de 0,25 ponto percentual na taxa de juros do Casa Verde e Amarela, destinado a famílias com renda de até R\$ 2 mil. As taxas para não cotistas baixam de 5,5% para 4,75% e para cotistas do FGTS, de 5% para 4,76% ao ano.