[[legacy_image_306627]] O conceito das cidades inteligentes, as Smart Cities, que podem impulsionar o desenvolvimento de uma localidade; a adesão à energia renovável e práticas de ESG (Desenvolvimento, Social e Governança, na sigla em inglês) bem como a importância da acessibilidade. Estes foram alguns dos principais temas abordados pelo Construinova Litoral 2023, realizado na última semana em Mongaguá. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! O evento reuniu diversos especialistas, que debateram temas como sustentabilidade e mecanismos para o desenvolvimento. Ele foi voltado para empresários e permitiu troca de experiências entre engenheiros, arquitetos e construtores. “Saímos com a missão de fazer com que a segunda edição, em maio do próximo ano, seja ainda maior. Além disso, traga novos parceiros e empresas que vejam que o litoral está em forte expansão”, afirma a engenheira Civil e presidente da Associação Mongaguaense de Engenheiros e Arquitetos (Amea), Ana Paula Ribeiro de Lara. Para ela, eventos como o Construinova Litoral 2023 mostram que, em um momento de mudança de comportamento, onde muitos profissionais estão adeptos do home office, o litoral passa a ser um destino de moradia sustentável e inteligente para quem busca qualidade de vida. “O setor está em inovação e isso transformará antigas casas de veraneio para casas inteligentes, que trazem também a qualidade de vida desejada”. DiscussõesO conceito das cidades inteligentes foi abordado em palestra de Waleska Del Pietro, especialista em planejamento de adequação. “Enxergamos que uma cidade pequena, dentro da sua realidade, tem forte potencial para desenvolver esse tipo de projeto, o que contribui muito para que cresça de forma organizada”, diz Ana Paula. Ela lembra que cidades conscientes dialogam com os pilares do ESG. “O desenvolvimento consciente de uma cidade é uma tarefa de todos nós. Porém, precisa ser encabeçada por um segmento para que ganhe força”, sustenta, citando a presença do pesquisador da USP Ergon Crugler. Outro debate importante foi sobre energia renovável e como a construção civil tem lidado com a questão. “A palestra do físico e professor Maurício Queiroz teve uma excelente apresentação de energia sustentável alinhada com nossa vocação. Ele citou o exemplo da turbina Sottomarina, que gera energia por meio de uma turbina aquática. Falamos muito a respeito dessa cultura que precisa ser disseminada”, pontua a presidente da Amea. A acessibilidade também norteou importantes discussões. “A engenheira Lenitta Brandão trouxe vários exemplos de ações importantes para esse tema. Falar de acessibilidade em uma cidade como a nossa é uma pauta que já vem sendo discutida e trabalhada. Mas acreditamos que, com os conceitos trazidos, existe ainda uma lição de casa no litoral para fazer”, reforça Ana Paula. E é esse dever de casa que deve ser executado por empresários e pelo Poder Público. “Essa integração do Poder Público e privado é importante para fortalecer o setor e aprimorar o que temos de mais inovador no mercado. Mostra que, com um bom planejamento as cidades menores, próximas de grandes centros podem criar seus diferenciais”, finaliza.