[[legacy_image_166805]] Com a antecipação do 13º salário de aposentados e pensionistas, a primeira parcela do pagamento deve chegar ao bolso dos beneficiários ainda neste mês. Porém, a população deve ter cautela para que o dinheiro não faça falta no fim do ano - quando o pagamento tradicionalmente é feito. Especialistas ouvidos por A Tribuna dão dicas sobre a melhor forma de destinar o dinheiro e até de como fazê-lo render. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A planejadora financeira da Associação Brasileira de Planejamento Financeiro (Planejar), Eliane Tanabe Deliberali, explica que o benefício ajuda em algumas estratégias. “A primeira delas é honrar as pendências de dívidas para poder eliminar logo este custo do orçamento mensal e desafogar as contas para manter a vida financeira em equilíbrio”. O administrador financeiro Márcio Colmenero complementa dizendo que a prioridade sempre é quitar dívidas, especialmente de cartões de crédito e cheques especiais, pois os valores dos juros são altos e podem causar grandes prejuízos futuros. “Se não for possível quitar tudo, o ideal é pelo menos abater o que for possível”. Para os dois especialistas, os beneficiários que estão com as contas em dia devem aproveitar o 13º para guardar e até investir. “É importante fazer um fundo de reserva para uma eventual emergência. Recomendo fazer uma aplicação em renda fixa porque, na verdade, como a Taxa Selic está alta por conta da inflação, as aplicações em renda fixa estão com uma rentabilidade maior nesse período”, esclarece Márcio. Eliane relembra, no entanto, que é necessário cuidado se a decisão for guardar o recurso para emergências. “Se você precisa de uma reserva de emergência, o dinheiro precisar ser alocado em alternativas bem conservadoras, sem grandes oscilações e com bastante disponibilidade de saque a qualquer momento para ter acesso ao dinheiro fácil”. Ela enfatiza que este caso é diferente do beneficiário que já tenha um patrimônio financeiro e queira investir para fazer o dinheiro render. “Se é um recurso mais de médio ou longo prazo, dá para buscar opções diferentes, com carências e que tragam um retorno maior. No mercado de juros tem várias alternativas importantes”, diz. A última hipótese citada pela profissional é gastar o benefício com consumo próprio. “Se a pessoa tem um conforto financeiro, pode ser usado para algum projeto pontual pessoal”, esclarece, dizendo que os beneficiários que optarem por essa opção devem ter uma situação financeira tranquila e um patrimônio financeiro já investido para “dar um respaldo para o dia a dia”. CautelaMárcio enfatiza que muitas pessoas acabam esquecendo que o 13º pago nos próximos meses é uma antecipação e, portanto, não será pago novamente no período tradicional. “A gente sabe que esse benefício é o que salva muitas pessoas com as contas do início do ano, pois há muitos impostos. Se as pessoas pegam o dinheiro agora em abril e gastam sem um objetivo, ele pode fazer falta lá na frente”. Para Eliane, é necessário planejamento para evitar surpresas desagradáveis. “Uma coisa é o fluxo mensal normal com água, luz e supermercado, mas você sabe que tem gastos sazonais do começo do ano e talvez algum outro período do ano, então é importante se programar para esses gastos sazonais”. AntecipaçãoO Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começa a pagar a primeira parcela do 13º de aposentados e pensionistas no dia 25 de abril, com depósito para beneficiários que recebem até um salário mínimo até o dia 6 de maio. Nestes casos, a segunda parcela é paga entre os dias 25 de maio e 7 de junho. Porém, beneficiários com a renda mensal maior que um salário mínimo devem receber a primeira parcela entre os dias 2 e 6 de maio e se segunda entre o 1º e 7 de junho. [[legacy_image_166806]] Os beneficiáriosEm Santos, a maioria dos aposentados ouvidos por A Tribuna pretendem guardar ou investir o dinheiro. O aposentado Dante Puccia Filho, de 78 anos, diz que seu objetivo é guardar ou aplicar o dinheiro, assim como a também aposentada Edemari Buso Aranha, de 79 anos. “Eu pretendo não gastar. Vou dar uma ‘guardadinha’ para juntar com o pouquinho que eu já tenho”. Marisa Leite, de 62 anos, garante que não usará o abono agora, mas está em dúvida com sua destinação. “Vou deixar na poupança ou investido”. Aos 76 anos, o aposentado Sergio Soane pretende usar o 13º salário para quitar dívidas. “Tentar equilibrar ou pelo menos diminuir meu déficit”, explica. Ele contrasta com Kátia Maria Ferreira, de 68 anos, que diz estar com as contas em ordem e, por isso, reservará o abono pensando já no Natal. “Vou ver se guardo para uma emergência ou para no fim do ano ter um Natal um pouquinho melhor”. [[legacy_image_166807]]