[[legacy_image_101842]] A inflação também chegou ao bolso de donos de pet, que enfrentam uma alta de 13,3% nos últimos 12 meses. Ração, medicamentos e o banho e tosa estão entre os itens que mais tiveram alta no período, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Aplicadas (Fipe). Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! A gerente de loja Nicoly Souza Belchior, de 23 anos, sentiu no orçamento a escalada de preços. Só a ração, subiu 15,9% entre agosto do ano passado e agosto deste ano, conforme levantamento da Fipe. No bolso dela, foi um pouco mais. Nicoly pagava R\$ 35,00 pelo quilo da ração, que dura um mês. Agora, gasta R\$ 41,00 - alta de 17,1%. “Minha sorte é que ela também se alimenta de comida natural também”. O jornalista Vanderlei Dias, de 30 anos, colocou na ponta do lápis a evolução dos preços com alimentação de seus dois cachorros. Em junho de 2020, pagou R\$ 209,42 pelo pacote de 15 quilos para cães adultos de raça média em um site especializado. A próxima compra já está agendada e deve ficar em R\$ 272,35 - uma alta de 30%. “Vou cancelar a compra e trocar a ração de marca por uma marca mais barata”. Mais itens Os brinquedos para animais domésticos também impactaram nas despesas, acrescenta Nicoly. “Comprava a R\$ 15,00. Hoje está o dobro. Passei a levar somente uma cada dois meses. Antes comprava, pelo menos, dois por mês”. Medicamento veterinário, além do banho e tosa tiveram reajuste de 7,17% e 11,1% nos últimos 12 meses, segundo o IPC (veja quadro abaixo). O coordenador da Fipe, Guilherme Moreira, alerta para os aumentos no custo dos produtos destinados a animais de estimação. “Os preços dos alimentos subiram no mundo inteiro por conta da pandemia e de outros fatores. E os animais domésticos não escapam disso, especialmente na ração e medicamento”. [[legacy_image_101843]] A variação do dólar também teve uma parcela grande de participação nessa conta, acrescenta Moreira. “Em 2019, uma taxa de câmbio estava em torno de R\$ 4,15 e passou dos R\$ 5,00. Tem ração nacional, mas ela sofre com isso também. O milho é balizado pelo preço internacional, por exemplo”. Banho e tosa Elisa Marta Teixeira, proprietária do Studio Pet Elisa, diz que aguarda para breve reajuste na tabela de xampus. Por enquanto, ela vem mantendo os preços dos serviços, como banho e tosa. Entretanto, conta que sentiu o peso da tarifa de energia elétrica, que subiu 23% este ano. “A água também tem um impacto. Também tivemos reajuste em produtos que vendemos. O saquinho cata-caca dobrou de preço. A ração subiu 40%. Temos de reduzir a margem de lucro para não perder cliente”. Com todo esse cenário, a tendência ainda será de alta para os próximos meses. “Os fatores que puxaram os preços para cima ainda continuam no radar. Pode ser que suba em um ritmo mais lento, porém não cai”, diz Moreira.