[[legacy_image_108769]] Com a expectativa de que o preço dos imóveis continue subindo neste e nos próximos anos, o momento pode ser oportuno para a compra desses ativos, segundo o economista-chefe do Secovi (Sindicato da Habitação), Celso Petrucci. “A oferta de imóveis no País teve uma redução grande a partir da crise de 2016/2017 e está muito difícil você colocar lançamentos novos que atendam a toda demanda originada pelo crescimento das cidades e pela movimentação das famílias, com casamentos, divórcios e mudanças de endereços. A expectativa é que continue havendo aumento de preços. Se hoje a pessoa tem necessidade de adquirir um imóvel por motivo familiar ou pessoal, compre agora, pois daqui a seis meses vai custar mais caro”. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Ele explica a principal diferença entre dois perfis de investidores em imóveis com o objetivo de locação. “O que a gente tem percebido, nos últimos 12 meses, são investidores comprando imóveis compactos porque são muito bem localizados. Esses apartamentos de 25 m² a 35 m² têm valor de locação muito favorável em relação ao preço que vinha sendo praticado”. Só que, em paralelo, há um outro grupo de investidores considerados patrimonialistas. “Eles compram imóveis ao decorrer da vida e acabam deixando esse imóvel no patrimônio. São casas voltadas principalmente para locação, mas essas pessoas não estão preocupadas com a valorização desse imóvel. Elas fazem uma diversificação da carteira. Esses imóveis, ao longo da vida, passam por momentos em que a receita de locação é mais favorável do que outros ativos financeiros”. Já o economista e professor de Finanças do Insper, Alexandre Chaia, acha mais prático investir em fundo imobiliário. “Quando você vai para fundo imobiliário, você aumenta a sua capacidade de suportar essas ondas de crise e de vacância. Não acho ruim o investimento em imóvel, mas acho que se a pessoa está querendo focar em investimento no longo prazo, é melhor pegar esse recurso e colocar em fundo imobiliário”. Segundo Chaia, o momento é de juros altos e vacância (sem inquilino), tendo em vista que as pessoas estão com menor capacidade de dinheiro. “Não é um cenário muito positivo. As pessoas perderam renda, está mais difícil para alugar e, quando você está alugando, fica mais difícil reajustar valores por conta da perda de renda. Do ponto de vista de retorno financeiro, não é um bom momento”.