[[legacy_image_130155]] O endividamento das famílias brasileiras continua em aumento. De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), outubro foi o 11° mês consecutivo de aumento do percentual de famílias com dívidas, alcançando 74,6%, 8,1 pontos a mais em comparação com o mesmo mês do ano passado. No mesmo sentido, 35,8% das famílias entrevistadas possuem dívidas ativas há mais de um ano. Mas, em sentido contrário, o número de famílias com dificuldades para quitar suas dívidas no prazo previsto, isto é, os inadimplentes, caiu de 10,3% em setembro, para 10,1% em outubro. De acordo com os analistas, a situação demonstra que muitos estão procurando ter longos prazos de pagamento, com parcelas reduzidas, e assim evitar cair nos registros dos órgãos de proteção ao crédito, como o SPC e a Serasa. Em relação ao tipo de contas, quase 85% dos brasileiros endividados possuem dívidas no cartão de crédito, 20,2% com os carnês de lojas e 12,07% com a compra do carro próprio. Contas por financiamentos de imóveis e por outros tipos de empréstimos também são frequentes, mas o percentual é reduzido. Mesmo que em muitos casos o cartão de crédito seja a única opção para cobrir com os gastos básicos, atualmente as taxas de juros do cartão de crédito são muito altas, por isso sempre é conveniente analisar bem outras opções, entre elas alguns empréstimos que liberam dinheiro e tem juros menores, apesar de não liberar o capital de forma imediata. Mas, antes de escolher qualquer tipo de empréstimo é preciso utilizar um comparador de empréstimos pessoais, para ver as propostas das instituições financeiras, analisá-las e assim escolher a mais conveniente de acordo com as possibilidades. [[legacy_image_130156]] Empréstimos para endividados Contudo, quem tem dívidas pendentes ou já está inadimplente encontra vários obstáculos para conseguir um bom empréstimo, sem juros abusivos nem prazos que compliquem mais suas finanças, pois muitas instituições financeiras exigem que o cliente não esteja nos registros dos órgãos de proteção ao crédito e em outras não passam pela análise de crédito. Mas, existem algumas alternativas para quem está negativado, por exemplo os empréstimos consignados ou os créditos com garantia, de automóveis ou imóveis. Os créditos consignados pelo fato de não verificar se o cliente está negativado ou não. Sendo beneficiário do INSS, militar, servidor público ou trabalhador com carteira assinada, basta ter margem de crédito e a autorização do empregador para ter o dinheiro na conta em poucas horas. Como os empréstimos consignados estão vinculados ao salário do solicitante e as parcelas são descontadas antes que o dinheiro seja depositado na conta do beneficiário ou empregado, as instituições financeiras têm garantia de que receberão o pagamento, por isso não verificam se o cliente está com dívidas ou negativado. Pelo mesmo motivo, oferecem taxas de juros menores que as dos empréstimos pessoais e prazos de pagamento mais longos. No entanto, como nem todo mundo trabalha com carteira assinada, muitos não podem obter esta modalidade de crédito. Nesta situação, um veículo pode ser uma ótima solução para quem precisa de dinheiro. Os empréstimos com garantia de veículo permitem que as instituições financeiras liberem uma alta quantia de dinheiro em prazos de vários anos para poder quitar e taxas de juros econômicas. Quem possui um veículo quitado, seja um carro ou até uma moto, pode conseguir empréstimos que variam entre 50% e 90% do valor de mercado do bem. Por exemplo, quem é proprietário de um Fiat Mobi Easy Confort, ano 2020, que vale atualmente R\$ 38.352 de acordo com a Tabela Fipe, pode conseguir um crédito entre R\$ 19.176 e R\$ 34.516,80. Para isso, o veículo fica alienado à instituição financeira que libera o empréstimo até o pagamento da última parcela. Isto significa que em caso de inadimplência, o proprietário pode perder seu automóvel. Assim como o valor das taxas de juros, as demais condições para fazer este tipo de crédito é determinado por cada banco ou financeira. Alguns somente aceitam carros de até 5 anos de fabricação, outros veículos mais velhos, de menos de 10 anos de fabricação. Para a liberação do dinheiro também é feita a análise de perfil do cliente, considerando se possui ou não dívidas e qual é sua capacidade de pagamento para quitar as parcelas do empréstimo. No entanto, como há uma garantia de pagamento há maiores chances de conseguir o dinheiro emprestado. Além de carros ou motos, também é possível usar imóveis quitados (terrenos, casas, apartamentos ou prédios com fins comerciais) como garantia para solicitar um crédito. Neste caso, algumas instituições oferecem apenas 70% do valor do imóvel como crédito. Em ambos casos o procedimento para a liberação pode ser longo, devido às diferentes comprovações que são necessárias. Entre as opções de empréstimos estão os especificamente pensados para endividados. Algumas instituições têm linhas especiais para quem está inadimplente, mas os juros da operação, em geral, são muito altos em comparação com outras opções de crédito, algumas superam 20% ao mês. Por isso, é muito importante analisar bem a situação particular, avaliar se é possível fazer recortes nos gastos e assim evitar mais dívidas. Se não for possível controlar os gastos, procurar renegociar as dívidas é uma ótima opção, somente se nada disto der certo é recomendável fazer um empréstimo. Claro, verificando que o custo do empréstimo seja menor que o gerado pelas contas para pagar, para evitar que a bola de neve das dívidas seja ainda maior. Este artigo é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a linha editorial e ideológica do Grupo Tribuna. As empresas que formam o Grupo Tribuna não se responsabilizam e nem podem ser responsabilizadas pelos artigos publicados neste espaço