[[legacy_image_147466]] O novo presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), José Ramos Rocha Neto, espera um crescimento de 2% nos financiamentos habitacionais para este ano, mesmo após um avanço em ritmo forte em 2021. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Entretanto, segundo Rocha Neto, haverá pequena retração nos financiamentos pela poupança e crescimento pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Ainda assim, este ano deverá fechar com o segundo recorde histórico da linha, totalizando R\$ 260 bilhões em operações de crédito. “Confirmada a hipótese, o volume de crédito concedido a mutuários e a incorporadores será compatível com um patamar elevado de contratações, mantendo o financiamento imobiliário entre as linhas mais importantes do Sistema Financeiro Nacional”, diz. No ano passado, as operações de crédito imobiliário em todo o País atingiram o recorde histórico de R\$ 255 bilhões, contra R\$ 175 bilhões em 2020, no primeiro ano da pandemia, segundo dados da Abecip. O volume de 2021 supera também os R\$ 130 bilhões registrados em 2019. Do total de 2021, R\$ 205 bilhões são de financiamentos pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE, conhecido no mercado como recursos da poupança), e os outros R\$ 49 bilhões, do FGTS. Enquanto os financiamentos pelo SBPE subiram 66% em 2021 em relação ao ano anterior (de R\$ 124 bilhões para R\$ 205 bilhões), os via FGTS recuaram 3,92% (de R\$ 51 bilhões para R\$ 49 bilhões). De acordo com a Abecip, o número de unidades financiadas no País também bateu recorde: foram 1,233 milhão de unidades, o que representa 49% a mais do que em 2020, quando foram negociadas 829 mil moradias. Das 1,233 milhão de residências, 866 mil foram com recursos oriundos da poupança, enquanto que 367 mil receberam cobertura do FGTS. FundingSegundo o presidente da Abecip, a poupança é hoje o maior financiador de imóveis do País, com um fundo de R\$ 790 bilhões, segundo dados de dezembro de 2021. Isso representa 44% do total de fundos para o mercado imobiliário. Já o FGTS registra a segunda maior fatia, com R\$ 520,3 bilhões ou 29%. Fundos de investimento imobiliário (FII, negociados na bolsa) e certificados de papéis, entre outras fontes, somam 27%, com R\$ 501 bilhões, diz a Abecip.