[[legacy_image_215449]] O dólar opera em baixa moderada no mercado local em meio ao apetite por risco persistente no exterior e que pode estar estimulando novos ingressos de capitais estrangeiros no mercado local. Lá fora, o índice DXY do dólar ante moedas rivais sobe, mas a divisa americana opera também sem direção única ante moedas emergentes. Os juros futuros oscilam perto dos ajustes anteriores, influenciados pela deflação do Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10), queda dos retornos dos Treasuries e em manhã de espera pelos leilões de NTN-B e LFT do Tesouro (às 11 horas, de Brasília). Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! As bolsas europeias aceleraram ganhos há pouco, puxadas pelos índices futuros dos mercados acionários de Nova York, após novos balanços trimestrais melhores do que o esperado de grandes empresas americanas, como Goldman Sachs e Johnson & Johnson. O Ibovespa futuro opera em alta na esteira das bolsas internacionais e ajudado por Vale, em meio avanço dos ADRs em Nova York após a divulgação ontem de dados operacionais do terceiro trimestre de 2022. A produção de minério de ferro da mineradora atingiu 89,7 milhões de toneladas no terceiro trimestre de 2022, uma alta de 1,1% ante igual período do ano passado. Na comparação com o segundo trimestre, houve alta de 21%. Os dados de produção da Vale no terceiro trimestre vieram em linha com as expectativas da XP, que destaca a recuperação em metais básicos. Para a corretora, a melhora parece ser um importante ponto de virada para a divisão. Entre as moedas principais, o euro e a libra recuam ante o dólar em meio a sinais de recessão na Alemanha, após altas ontem. Além disso, os investidores olham falas de dirigentes do BCE. O dirigente da instituição e presidente do BC da Irlanda, Gabriel Makhlouf, disse hoje á Reuters que a economia da zona do euro pode enfrentar uma recessão, mas altas de juros seguem absolutamente necessárias pois a persistentemente alta inflação está prejudicando a região e sua estabilidade. Já o dirigente e presidente do BC do Chipre Constantinos Herodotou disse nesta terça-feira que o BCE precisa elevar juros várias outras vezes para domar a inflação, mas ressaltou que a instituição está mirando preços no médio prazo e que seus ajustes podem demorar até 18 meses para chegar à economia. Na agenda de dados, embora tenha subido levemente em outubro, o índice ZEW de expectativas econômicas da Alemanha permanece em nível muito baixo, enquanto a medida de condições atuais caiu mais do que o esperado neste mês, ressalta a economista sênior para Europa da Capital Economics, Franziska Palmas. "Combinado com outras pesquisas, o ZEW aponta claramente que a Alemanha está em recessão", diz Palmas, em nota a clientes. Às 9h23, o dólar à vista caía 0,75%, a R\$ 5,2632. O dólar para novembro recuava 0,40%, a R\$ 5,2770.