[[legacy_image_242492]] Uma “segunda parte” do programa Desenrola Brasil , que deve atender famílias mais endividadas, deve abranger também pequenas empresas, segundo o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O programa deve seguir os mesmos moldes que o modelo para pessoas físicas, com pagamento de dívidas por meio de linhas de crédito dos bancos públicos e que, assim, fiquem com o nome limpo. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Para os empresários, estuda-se uma medida chamada de depósito compulsório, entretanto, ainda há necessidade de estudos e também aval do Banco Central. Segundo o economista Felipe Queiroz, a medida deve atingir os trabalhadores que buscaram se formalizar na pandemia e também aqueles que se tornaram microempreendedor individual (MEI). “Esses pequenos empreendedores têm muitas restrições na hora de conseguir crédito e muitos deles foram levados à formalização por MEI pelas condições de trabalho”. Segundo ele, é um estímulo para sair do endividamento e depois obter crédito subsidiado para crescer, já que, diz o economista, 80% das empresas fecham as portas dois anos após a abertura. Apesar de todas as medidas que vierem a ser garantidas pelo Desenrola, o economista faz uma crítica às taxas de juros, que serão cruciais para o sucesso do programa. “Atualmente, temos uma inflação em 5,5% e ainda uma persistente taxa básica de juros de 13,5%, uma das mais altas do mundo. A Rússia, em guerra, tem taxa a 9%”. Segundo o Governo Federal, o Desenrola deverá ganhar um site para o consumidor consultar as dívidas e fazer uma proposta para renegociação para pessoa física ou jurídicas. Essa plataforma se conectaria aos bancos e instituições para as quais há dívida e a partir daí iniciariam-se as propostas de acordo. ColaboraçãoA Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), afirma que ações voltadas para reduzir endividamento de devedores negativados tem um importante apelo social, já que “criam condições para ampliar a inclusão financeira dos mais necessitados”. Segundo a Febraban, tais medidas fomentam o consumo e contribuem para uma expansão das operações de crédito. “Em colaboração com o Ministério da Fazenda, a Febraban acompanha e contribui com a formatação do programa Desenrola. Em reuniões técnicas, a entidade tem fornecido informações e dados que possam auxiliar as autoridades a construir um desenho que seja eficaz para o objetivo de reduzir a inadimplência no País”, diz a nota da entidade. Procurado, o Ministério da Fazenda afirmou não comentar medidas ainda não anunciadas.