[[legacy_image_121159]] Lideranças do comércio da Baixada Santista acreditam que o problema da falta de microchips, que vem ocasionando atrasos no setor de automóveis, não deve afetar a oferta de produtos eletrônicos nas compras de Natal. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Portanto, os clientes da região podem ficar tranquilos na hora de irem às compras. O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Santos (CDL-Santos), Camilo Rey Andújar, afirma que, na comparação com as demais indústrias, não sentiu falta no setor de eletrônicos, em especial os celulares, principal alvo dos consumidores nas vendas de final de ano. “As fábricas de microchips estão dando prioridade aos eletrônicos. Por isso, não há necessidade dos consumidores comprarem antes para ter garantia de aquisição do produto. Salvo algum movimento que não estamos prevendo, não haverá falta de chips e insumos”, diz. O presidente do Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista, Omar Abdul Assaf, também acredita que não haverá falta de produtos nas prateleiras por conta da falta de microchips. “Esse problema está, aos poucos, se normalizando”, destaca. Ele admite que algumas faltas pontuais podem ocorrer dependendo da demanda, mas ressalta que o desequilíbrio na cadeia produtiva fez os custos aumentarem e esse preço deve chegar ao consumidor nessa temporada. “Nas buscas, os eletrônicos estão sempre em primeiro lugar, mas nesse ano também há espaço para brinquedos lúdicos e manuais”, afirma. Entre eles, estão brinquedos mais ecológicos, como aqueles feitos de madeira ou produtos não tóxicos, além daqueles que as crianças possam mexer com as mãos. Os terapêuticos e analógicos, como xadrez ou dama, voltaram à moda. Essa alta de demanda, por isso, fará com que esses produtos possam aumentar de preço, segundo as entidades e o aumento do plástico vai mexer no bolso do consumidor. “Como as matérias-primas plásticas estão aumentando para as indústrias, o preço vem sendo repassado ao comércio, que sente a variação”, diz ele, ressaltando que as altas do dólar também elevam o preço na indústria e, consequentemente, toda a cadeia do comércio e consumo. Temporada gera novos empregosO Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista prevê a geração de 5 mil vagas de emprego nesta temporada de Natal, com chance de 25% de contratação pós-temporada. “Dependendo da resposta do fim ano, essas pessoas podem ficar até o Carnaval e as chances de efetivação podem chegar aos 50%”, afirma o presidente da entidade, Omar Abdul Assaf. Essas vagas, porém, são com salários menores daqueles pagos antes da pandemia de covid-19, devido à situação das empresas, diz o presidente. “Mas com a efetivação, esse quadro melhora e os salários são maiores. Para quem está desempregado, ainda vale a pena”, garante. O presidente credita à vacinação e à queda de casos o melhor ritmo nas vendas. Houve, também, acordos com empregados com relação aos 13o salários e reajustes anuais. “Acreditamos que depois do pagamento do 13º comece um aquecimento, logo no início de dezembro”, diz. Além disto, as viagens de navio com a temporada de cruzeiros deve aquecer a região. “Viajar para fora está caríssimo, o que é vantajoso para o Litoral, que recebe mais público”, afirma Assaf. CautelaO economista Fernando Wagner Chagas, no entanto, alerta que a alta inflação poderá fazer o consumidor pisar no freio no Natal, apesar da alta expectativa do setor. No entanto, o poder de compra estará menor. “A inflação brasileira decorrente da alta da gasolina, luz, alimentos e dólar deve reduzir o poder aquisitivo dos consumidores. Com isso, haverá menos compras de presentes no Natal e prioridade aos gastos de primeira necessidade e em pagamento de serviços essenciais”, justifica. Para o economista pode haver melhora no quadro do comércio, sim, mas ele será abaixo do esperado. “Porém, poderia haver um faturamento maior, sem a crise internacional de componentes industriais e a inflação nacional, que diminui o poder aquisitivo do consumidor brasileiro”.