[[legacy_image_35695]] O bitcoin manteve, nesta quinta (22), a tendência de correção, que é a queda da cotação após períodos de alta, e chegou a R\$ 282 mil. Típica das criptomoedas, a volatilidade foi intensa, com recuo diário de 8%. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Entretanto, em comparação com a cotação recorde do último dia 13, a desvalorização é de 30%. Mas em 12 de março do ano passado, quando a pandemia começava a abalar o mercado, o bitcoin despencou 32% em 24h. Depois, o bitcoin se recuperou rapidamente e nos últimos 12 meses valorizou 647% – pouquíssimas ações subiram isso na bolsa, como as Indústrias Romi, com alta de 526%. Essa variação negativa assusta apenas os investidores pouco experientes com o meio cripto, pois é o melhor momento para comprar mais bitcoins a uma cotação menor. Isso porque persiste a análise dos criptoespecialistas de que o bitcoin tem tendência de forte valorização ao longo deste ano. A explicação mais comum é que se trata de um ativo finito, tal como o ouro. O bitcoin, diferentemente das moedas físicas, tem um total de 32 milhões a serem processadas e que pelo menos um quarto desse total já está no mercado. Além disso, muitos investidores, inclusive grandes instituições, retêm a moeda, o que reduz a oferta. De acordo com o site Criptofácil, enquanto o bitcoin se corrige, outras criptomoedas apresentam potencial de maior valorização que a líder desse mercado. É o caso do litecoin, que neste mês subiu 35%, ou ainda o chainlink e stellar. Segundo o Criptofácil, o analista Michaël van de Poppe prevê altas respectivamente de 250%, 150% e 220%. Os investidores não devem se surpreender com essas altas, que podem ocorrer em três meses ou até menos, pois é do universo febril das criptos. Mas, tal como agora com o bitcoin, há correções que são bem acentuadas. Criptos sem futuro Além disso, é preciso ter muito cuidado com as criptos escolhidas, pois algumas podem não ter futuro e virar alvo de especulação, como XRP, que mais parece um estilingue, e que em uma queda recente, perdeu 80% do valor. Nos últimos 30 dias subiu 102%. Um dos riscos é que se descubra que determinada cripto não tenha sentido como moeda, sendo apenas uma experiência tecnológica ou que é manipulada para beneficiar seus emissores. No caso do bitcoin, é cada vez maior o número de empresas que aceitam a cripto como pagamento e fundos que passaram a ter o ativo digital para encorpar seus resultados.