[[legacy_image_118699]] Modalidade tradicional na Baixada Santista, o financiamento próprio da construtora – e não de um banco – atrai compradores que buscam eliminar burocracia na hora de obter crédito. Segundo profissionais do setor, os juros desse empréstimo são calculados com base no Índice Nacional de Custo da Construção - Disponibilidade Interna (INCC-DI), agora em 15,95% acumulado dos últimos 12 meses, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Para efeitos de comparação, as taxas nos maiores bancos, conforme apurado por A Tribuna, estão em torno de 8% a 9% mais TR ao ano. No financiamento próprio da construtora, após a conclusão das obras, no entanto, os juros são geralmente ajustados pelo IGP-M mais 1%. Porém, segundo construtores ouvidos por A Tribuna, dada a alta desse índice desde o ano passado (ele está acumulado em 21,73% em 12 meses), a preferência tem sido pelo IPCA, somado a 1%. A atualmente, o IPCA está acumulado em 10,25% nos últimos 12 meses. De acordo com o diretor da Engeplus, Roberto Barroso Filho, com o financiamento próprio da construtora, o comprador tem mais flexibilidade nas decisão de como pagar as parcelas, fazendo financiamentos de 100 a 144 meses em alguns casos. Barroso Filho explica ainda que, no financiamento bancário, nesse período a escritura fica alienada ao banco, enquanto que no crédito próprio da incorporadora, a transferência para o nome do comprador ocorre após a finalização do pagamento. ProximidadeO empresário afirma que na Baixada Santista, a reputação das construtoras e incorporadoras ajuda nesse sentido. “Você sabe quem são as pessoas. Se for na praia ou tomar um café, encontra o dono da construtora na rua, o que não acontece em muitas capitais”, diz. “Você sabe quem é o dono, onde ele mora, que locais frequenta. Essa proximidade dá mais tranquilidade na hora de negociar”, completa o diretor regional do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado (Sinduscon), Lucas Teixeira.