[[legacy_image_115214]] Fazer o supermercado deverá pesar menos no bolso nas próximas semanas, segundo expectativa de economistas ouvidos por A Tribuna. Apesar das projeções dos especialistas, no entanto, a população ainda não sentiu no dia a dia a redução no valor dos produtos. A dona de casa Maria Fernandes do Nascimento, de 42 anos, nem lembra a última vez que comeu carne bovina. “Tenho comprado frango e mesmo assim nem é sempre. Em casa, uma saída é o ovo, que pode ser incrementado com legumes”, explica ela, contando que seus vizinhos do Rádio Clube, na Zona Noroeste de Santos, vivem a mesma realidade que ela. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Na prática, os produtos já não estão mais caros na comparação com meses anteriores, defende a economista Karla Diaz. “Estamos acompanhando uma redução. Lenta, mas uma redução que se mostra promissora. A tendência é de que as pessoas sintam essa melhora nos preços em breve”. Quem concorda com ela é o economista Fernando Sampaio. “Por enquanto, os preços ainda chamam a atenção, pois encareceram muito rápido, mas os índices devem melhorar antes do fim do ano ”. Segundos dados do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), os alimentos ficaram 1,31% mais caros na segunda quadrissemana de outubro, comparada à mesma semana de setembro. O aumento do grupo de alimentação, no entanto, é menor do que o registrado na primeira quadrissemana deste mês, quando o índice registrou variação de 1,35% sobre a primeira semana de setembro. Nos últimos 12 meses, o acumulado do grupo de alimentos registra alta de 16,26%. As carnes bovinas acumulam alta de 35,22% no mesmo período, segundo dados do mês de setembro do IPC. Dentro da categoria, a maior subida foi dos produtos in natura, que subiram 2,3% em relação à mesma semana do mês passado. Os industrializados aumentaram 1,46%. O aumento foi puxado pelo tomate, 20,7% mais caro na segunda semana deste mês do que em igual período do mês passado. O café subiu 5,56% e a batata 10,64%. QuedaEntre as maiores quedas dos alimentos estão abobrinha (-36,76%) e vagem (-19,67%). Houve pequenos recuos também em alimentos mais comuns no dia a dia das pessoas, como no caso do acém (-2,81%), lombo com osso (-2,48%) e feijão (-0,76%). Outros que chamam a atenção são ainda pepino (-17,27%) e berinjela (-10,09%).