[[legacy_image_2404]] A inadimplência na Baixada Santista subiu 0,1% em janeiro, em comparação ao mês anterior, de acordo com a Boa Vista SPC. Em 12 meses, no acumulado até janeiro, no entanto, o índice na região caiu 6,5%. Em Santos, a queda foi de 4,5% no mesmo período. A variação mensal de 0,1%, de acordo com o economista da Boa Vista, Flávio Calife, não causa preocupação, pois se trata de um cenário quase que de estabilidade. Além disso, acompanha os números do país e também do estado, ambos com aumento de 0,1% no comparativo de janeiro sobre dezembro. No comparativo anual, o estado teve 3% a menos de inadimplentes e o Brasil, queda de 2%. “É uma pequena elevação, mas eu diria que é muito estável. Interessante que, no prazo mais longo, vimos uma queda da inadimplência no Brasil inteiro, o que não difere do estado e do país”, diz ele. O economista aponta que a queda anual deu-se, principalmente, pela redução do consumo pelas famílias. “As pessoas estão comprando menos e ficando com menos dívidas, ou seja, menos inadimplentes. E também há certa preocupação com fazer dívidas”, afirma. Recuperação de crédito Acompanhando a queda no consumo, segundo Calife, a recuperação de crédito (limpeza do nome) na Baixada teve recuo de 0,5% na comparação entre dezembro e janeiro. Santos teve queda de 0,3%, de acordo com dados do Boa Vista, mesmo número registrado tanto no Brasil quanto no estado. “A recuperação de crédito está caindo porque o consumo cai. O cenário não é muito ideal porque mercado de trabalho está muito ruim. Melhorou, mas a renda está crescendo pouco e isso afeta inadimplência e recuperação”, diz. Calife afirma que os estímulos do Governo, como o saque imediato do FGTS no fim do ano ajudou, mas não resolve a liquidar as dívidas. “Não foi suficiente, como normalmente não é, porque boa parte do dinheiro é usado nas dívidas, mas nem tudo, porque as pessoas têm outras contas a apagar”, explica. Para ele, no entanto, há expectativa de que haja recuperação ao longo do ano.