[[legacy_image_125698]] Apesar das dificuldades da economia com inflação e juros altos, o setor da construção manterá os investimentos no próximo ano, com mais lançamentos. Levantamento junto a quatro prefeituras indica a continuidade dos pedidos de aprovação de projetos de edifícios residenciais. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Santos possui 37 projetos aprovados neste ano e mais 232 ainda estão na fila para análise. Em Praia Grande, 313 já receberam aval agora em 2021. Em São Vicente, há 12 projetos aguardando aprovação, sendo que 87 já foram autorizados. Guarujá aprovou 377 pedidos das construtoras neste ano. Os projetos aprovados não precisam ser colocados em implantação imediatamente, mas são um indicativo da tendência de investimentos do setor. Segundo o presidente da Associação dos Empresários da Construção Civil (Assecob), Ricardo Beschizza, se os juros continuarem em níveis razoáveis, o mercado vai “engrenar lentamente”. Beschizza afirma que tudo indica uma saída da pandemia, com a economia começando a andar, ainda que em um patamar econômico baixo, no entanto, há eleições em 2022 e, pelo mundo, terceiras ondas estão acontecendo, principalmente na Europa. “Aqui, ao que parece, a vacinação avançou, principalmente agora na dose de reforço, segurando uma terceira onda. Isso é importante porque o setor econômico e produtivo não sei se suporta uma nova quarentena”, diz ele. O diretor da Engeplus Construtora e Incorporadora, Roberto Barroso Filho, diz que o fim do ano já reserva lançamentos, com cenário positivo para o ano que vem. “Há mais projetos para saírem do papel no ano que vem”, diz. Para o diretor da Plano e Forma Empreendimentos Imobiliários, Antônio Manoel Lopes de Carvalho, a venda de imóveis novos estará mais aquecida no começo de 2022 porque, em Santos, a oferta vem caindo muito desde o começo da pandemia. “Os bairros da orla devem concentrar a maior quantidade de novos empreendimentos e Praia Grande deve continuar também com um mercado muito aquecido”, diz. O único entrave para este crescimento pode vir dos insumos. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,95% em novembro, na comparação o mês anterior. Em outubro, a taxa variou 0,53% sobre setembro. Dois dos três grupos componentes do INCC registraram alta no mês: Materiais e Equipamentos (0,82% para 2%) e Serviços (0,42% para 0,49%). Mão de Obra variou negativamente (0,29% para 0,10%). “Nós estamos esperando uma estabilidade nos preços dos insumos, até para dar conta das obras”, diz Beschizza. Barroso Filho afirma que o INCC parece ter chegado ao seu patamar e caminha para o equilíbrio. Segundo o empresário, há poucos construtores com preços de lançamentos fechados porque a instabilidade, principalmente a política, deixa o ambiente sem confiança, o que é crucial no segmento. “Estamos vivendo uma insegurança muito grande na parte política, pois os três poderes estão brigando e o cenário de eleição é muito complicado. A expectativa do que vai acontecer faz com que as pessoas busquem um ativo mais sólido, ou seja, tijolo”.