[[legacy_image_199607]] O mercado de consórcio de imóveis atingiu 1,28 milhão de compradores ativos no primeiro semestre no País. O número equivale a um aumento de 16,4% em relação aos 1,1 milhão registrados em igual período do ano passado, segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac). Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! De acordo com o presidente executivo da Abac, Paulo Roberto Rossi, o segmento atrai investidores por oferecer disciplina financeira. Ele ainda cita outros pontos que favoreceram a expansão recente, como taxas mensais de administração mais baixas, custo final menor e prazos de pagamento maiores. O consórcio é uma modalidade de compra em grupos por meio da formação de poupança para a aquisição de um produto. A organização é feita por uma administradora de consórcios, autorizada e fiscalizada pelo Banco Central. Neste sistema, o valor do imóvel é diluído em um prazo predeterminado. Com isso, todos os integrantes do grupo contribuem durante o período. Uma vez ao mês, a administradora contempla, por sorteio ou lance, alguém com o crédito no valor do apartamento, até que todos tenham o acesso ao dinheiro. Para o economista e professor da Esamc, Luciano Simões, a prática é comum, mas deve ser feita de forma cautelosa. Primeiramente, para que o mutuário não caia em golpes. Ele aconselha sempre pesquisar se a instituição que está oferecendo o serviço faz parte do sistema financeiro nacional, consultando o CNPJ no site do BC. Simões também frisa a necessidade de comparar as taxas das administradoras e, ao escolher um plano, sempre se certificar de que o que foi prometido consta em contrato. Vale a pena?O economista diz que o consórcio vale a pena se o investidor puder aguardar o prazo do plano para adquirir seu imóvel. “É uma compensação matemática. No final da conta, as taxas de administração acabam sendo menos custosas”, afirma. Nas contas pessoais, ele alerta para não usar a reserva de emergência, que é a economia feita para cobrir surpresas, como desemprego, doenças ou acidentes. O professor também recomenda sempre ter um dinheiro referente a 5% do valor total do imóvel para custos administrativos.