[[legacy_image_132092]] Comprar passagens aéreas internacionais com antecedência pode render uma economia de 65% para alguns destinos, ao invés da aquisição a um mês do voo. Segundo agentes de turismo, a diferença é acentuada porque os consumidores buscam bilhetes com datas mais próximas da partida por medo de novas restrições com a pandemia. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! No caso das nacionais, adiar a compra pode deixar a passagem com o dobro do preço, de acordo com pesquisas realizadas por A Tribuna em portais de busca de passagens e agentes de turismo da região. A passagem mais barata para Londres, no Reino Unido, com embarque em São Paulo em 4 de janeiro e retorno no dia 18 do mesmo mês custa R\$ 10.362,75, segundo os sites Kayak e Decolar.com (veja outros exemplos no quadro). Se a viagem para a capital inglesa for em 15 de março de 2022 e retorno no dia 29 do mesmo mês, o preço da passagem cai para R\$ 3.806 - sem bagagem a ser despachada, somente com bolsa de mão de até 10 Kg. Segundo a proprietária da Aulicino Turismo e Intercâmbio, Luciane Aulicino, a situação já foi pior. “Os valores com antecedência estão um pouco mais regulados, embora ainda muito diferentes do que eram antes da pandemia. Mas já melhorou”, afirma. A empresária diz que os turistas estão com medo dos cancelamentos. “Mas deixar para comprar em cima da hora pode custar o dobro do que seria com mais distância, como quatro a seis meses”, diz. De acordo com dados de outubro do IPCA, divulgados pelo IBGE, as passagens aéreas acumulam inflação de 50,11% nos últimos 12 meses. BagagemO bilhete pode sair ainda mais caro, já que esse ticket não inclui uma bagagem a ser despachada (de 23kg), o que encarece ainda mais o bilhete - com uma pesquisa rápida em algumas companhias aéreas é possível encontrar preços em torno de US\$ 60 (R\$ 336,60 no câmbio de ontem), mas desde 2017 esse valor é livremente cobrado pelas aéreas. RespostaEm nota, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) disse que não comenta preços de passagens por tratar-se de uma política individual de cada companhia aérea, mas destacou que o preço do querosene da aviação tem pressionado os preços. “O aumento de custos tem impacto direto na operação das companhias aéreas”, afirma a Abear em resposta à Reportagem. Segundo a entidade, o preço do querosene de aviação (QAV), que historicamente corresponde a um terço das despesas do setor, acumula em 2021, entre janeiro e outubro, uma alta de 71,1%. Somente em outubro, o preço do QAV subiu quase 20%”, diz.