[[legacy_image_227968]] Uma projeção feita pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) aponta que o comércio varejista do Estado de São Paulo deve fechar este ano com um crescimento de 9% em comparação a 2021, somando R\$ 1,1 trilhão em vendas reais (descontada a inflação) no ano. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Segundo a federação, caso essa projeção se confirme, este será o melhor faturamento do comércio varejista paulista em 14 anos. Esse crescimento se deve, sobretudo, pelas lojas de vestuário, tecidos e calçados, que tiveram um aumento de vendas de 22% até setembro. Segundo a FecomercioSP, esse cenário demonstra a reação dos setores que mais sentiram as restrições que foram impostas para o controle da pandemia. “Entre janeiro e junho, com exceção das concessionárias de veículos e das lojas de eletrodomésticos e eletrônicos, todas as atividades analisadas demonstraram recorde histórico nas vendas”, afirma a entidade. Entre janeiro e setembro, o faturamento do comércio varejista já havia batido recorde histórico, atingindo a marca de R\$ 812 bilhões. Conforme a FecomercioSP, o resultado é explicado pelo melhor rendimento das famílias devido à redução do desemprego e ao aumento do emprego com carteira, além da reabertura do varejo e o fim das restrições da covid. A entidade também aponta o aumento da oferta de crédito como sustentação aos efeitos da inflação. De acordo com a federação, entre janeiro e setembro, o sistema financeiro injetou R\$ 2,3 bilhões via financiamento, um aumento de 22% na comparação com igual período do ano passado. Para a FecomercioSP, o próximo ano é de incertezas e dependerá da política econômica do próximo governo. Além disso, a entidade diz que será mais “árduo” superar 2022 pelo patamar atingido. “Será essencial que os fundamentos econômicos, como juros, câmbio e equilíbrio fiscal, se mantenham estáveis, sustentando a confiança dos agentes econômicos”. Crescimento Segmento 2022/2021 Vestuário, tecidos e calçados - 22% Autopeças e acessórios - 14% Outras atividades - 11% Farmácias e perfumarias - 11% Concessionárias de veículos - 10% Supermercados - 5% Eletrodomésticos e eletrônicos - 5% Materiais de construção - 4% Móveis e decoração - 4% Total - 9% Fonte: FecomercioSP e Secretaria Estadual da Fazenda