[[legacy_image_273359]] Adepto da ousadia no design e no poder da marca para expandir os negócios, o empresário Caito Maia, famoso pelo desenvolvimento da Chilli Beans, não se acomoda no sucesso de sua rede de óculos e acessórios. Para ele, os empreendedores brasileiros precisam deixar de ser tão conservadores com seus projetos e produtos. Caito acredita que muitas companhias nacionais são "caretas e ousam pouco". Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! "Acho que o empresário nacional não entende o quanto o brasileiro é ousado. As marcas brasileiras são muito caretas e ousam pouco. Eu garanto para você que ousar no Brasil dá um retorno incrível. As pessoas gostam", disse o empresário, em entrevista para A Tribuna, no cruzeiro temático Chilli MOB Cruise, realizado no navio Costa Favolosa. Apostando na ousadia e por entender que novos passos eram necessário para avançar no mercado, Caito viu a Chilli Beans, há 15 anos, deixar de ser uma empresa que só vendia óculos para se especializar em "contar histórias". Com isso, grandes marcas passaram a procurar a rede para firmar parcerias, o que resultou em licenciamentos cada vez mais diferentes e um mergulho no universo geek. O negócio da Chilli Beans avançou no segmento de óculos, relógios e acessórios, sustentado pela força de designs ousados e cores chamativas para seus produtos. Caito cita que a empresa costuma firmar parcerias com artistas e, durante o processo criativo, eles têm total liberdade. Nem mesmo o risco de alguns desses nomes do mundo artístico virem a ser "cancelados" nas redes sociais desanima o empresário, que diz que esse e outros riscos fazem parte do negócio e vê o medo do cancelamento travar as pessoas. “Eu não concordo com as empresas que ficam em cima do muro, com as pessoas que ficam em cima do muro. Você tem o direito de dar sua opinião, que deve ser respeitada sempre. Nem sempre vão gostar dela, mas acho que as pessoas precisam dar opiniões e sair mais do muro. E isso vale para as empresas também. Faz parte do risco”. Foi dessa forma que a Chilli Beans rompeu a barreira nacional e ultrapassou a marca de mil pontos de venda, chegando a países como Estados Unidos, Portugal, México, Bolívia, Colômbia, Peru, Chile, Kuwait e Tailândia. Nem mesmo a pandemia foi capaz de frear o negócio - algo que, para Caito, só evidencia que até mesmo em momentos de maior dificuldade há perspectiva de crescimento. "Faço umas três palestras por semana para empresários e empreendedores e tenho sentido a classe muito desanimada no Brasil. Só que não concordo com isso. Nos momentos de maior dificuldade, a gente mais cresceu. Abrimos 200 lojas durante a pandemia", diz o empresário, que estabeleceu como próximas metas atingir a marca de R\$ 1,2 bilhão em faturamento e abrir 150 lojas novas. Caito cobra mais atenção das autoridades em relação à classe empresarial. "Nunca tive nenhum tipo de ajuda, mas se eu pudesse ter um governo que olhasse para mim... Se estivesse no governo, diria para que ele olhasse aos empreendedores, que são guerreiros e precisam de ajuda para fazer a coisa acontecer. Quem toca esse País somos nós, empreendedores. Se houver um governo que olhe para a gente, com crédito, técnica e cuidado, esse País vai voar”. [[legacy_image_273360]]