[[legacy_image_23387]] O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que cresceria 2,3% neste ano, recuará 1%, enquanto o da zona do euro trocará um crescimento de 0,9% antes da Covid-19 por um recuo agora de 4%. Já os Estados Unidos, que avançariam 1,5%, terão alta pela metade, de 0,8%, enquanto a China aumentará seu PIB em 2,1% (antes do coronavírus seriam 5,9%). O cenário para a economia mundial foi apresentado na segunda-feira (23) pelos consultores da LCA Thaís Zara e Fábio Romão na live do economista-chefe da Necton Investimentos, André Perfeito. Segundo Thaís, esses percentuais consideram o nível de interrupção das atividades econômicas devido às medidas de quarentena, considerando que os efeitos avançarão nos próximos dois meses, com suavização em junho. De acordo com ela, o País entrará em recessão técnica, quando uma economia registra dois trimestres seguidos de queda. A LCA prevê que o PIB brasileiro cairá 0,6% no primeiro trimestre já devido aos efeitos do coronavírus neste mês e afundará 3,3% no segundo. No terceiro e quarto trimestres ocorrerão recuperações, respectivamente, com altas de 2,2% e 2,1%. A economista diz que a previsão considera medidas de restrição com duração de 15 dias, como é o caso de escolas e comércio. Se avançarem até 30 dias, os números continuam os mesmos. Acima disso, o cenário será muito mais difícil. Assim, admite ela, será preciso revisar os dados. Os setores mais atingidos são os de serviços. No caso dos europeus, por terem o segmento de turismo tão forte, suas economias sofrerão duramente. No caso da indústria, diz ela, apesar das perdas do setor, o impacto tende a ser menor do que o de serviços e comércio. Efeito disseminado Thaís afirma que pode haver um efeito pós-Covid-19 na economia. Segundo ela, a queda da renda retroalimentaria a recessão. Sem consumo, os setores seriam atingidos em cadeia nos meses seguintes.