[[legacy_image_255946]] Depois de muitos traumas, com o colapso de algumas criptomoedas (terra-luna) e quebras suspeitíssimas de corretoras especializadas, como a FTX, o bitcoin voltou a mostrar força. Quem teve sangue frio e paciência para investir na baixa, agora colhe alta de 63% em relação a 1ºde janeiro. Mas outras criptos também se recuperaram. Ether, a segunda maior cripto, subiu 51%, a polygon, 42%, e a singularitynet, 930%, um dos casos extremos. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! As criptomoedas vinham se fortalecendo nos últimos meses, mas sofreram quando os bancos centrais passaram a subir os juros. Como as moedas digitais são muito instáveis, parte dos investidores preferiu aportar na renda fixa, com juros mais altos . Porém, com a quebra de bancos, a desconfiança na solidez do sistema financeiro mundial reaqueceu as criptomoedas. O bitcoin é a estrela não só por sua liderança, mas porque é descentralizado – não tem um banco central por trás e não é obrigatório ter um intermediário para operar com a cripto. Além disso, a programação do bitcoin controlará sua oferta até o próximo século de forma automática. Por isso, no meio há muitos apaixonados e que veem o bitcoin como revolucionário contra o “sistema”. Mas entre os investidores há alguns gigantes cujos movimentos podem causar quedas bruscas, assustando os pequenos. Se quer investir em cripto, terá fortes emoções, com risco de surtos de ganância, achando que vai ganhar sempre. Para investir em moedas digitais, os analistas sugerem destinar a elas apenas 1% de seu patrimônio (do total dos seus recursos aplicados). Faça compras recorrentes, com pequenas quantias todas as semanas ou meses, sem ultrapassar o tal 1%. O investimento é feito em corretoras, mas ao atingir uma bolada, não deixe esse dinheiro virtual parado nessas casas devido ao risco de insolvência ou ação de hackers. Transfira-as para carteiras desconectadas da internet. Como elas custam a partir de R\$ 700, será preciso atingir um saldo acima disso para valer a pena o gasto. Se tem medo e desconfianças de um ativo que não é físico, fique longe. Renda fixa com atual Selic Para analistas, o conservador que busca curto prazo (vai sacar logo) deve mirar pós-fixados em Selic ou CDI (a Selic pode começar a cair logo). Para o médio e longo prazos, os papéis corrigidos pela inflação, como Tesouro IPCA, são mais atraentes. Reserva para oportunidade Além de manter parte dos investimentos em papéis conservadores (como Tesouro Selic) para emergência, pode-se manter outra fatia nesses títulos para oportunidades. Essa reserva seria sacada para comprar títulos ou ações baratos e com potencial de valorização. Bolsa das pechinchas Aversão a Lula, Americanas e agora a quebra dos bancos estrangeiros castigaram a Bolsa, que sofre fuga de investidores. Mas há muitas empresas baratas lucrativas e boas pagadoras de dividendos. Analistas sugerem observar bancos, energia e fundos imobiliários.