[[legacy_image_101366]] Quitar o financiamento habitacional é o sonho da maioria dos mutuários. Mas muitos não sabem que há atalhos que levam à redução do prazo de pagamento e do valor do empréstimo contraído para a compra da casa própria. Chamada de amortização, ela permite usar dinheiro extra ou até o FGTS para antecipar parcelas que seriam pagas no futuro, diminuindo assim o valor total da dívida e os juros. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! A economista e coordenadora do programa de serviços financeiros do Idec, Ione Amorim, explica que, quando você faz um financiamento, pagará o valor do empréstimo, que será corrigido por uma taxa de juros ao longo do tempo contratado. Então, a prestação mensal é composta pela parte do principal e dos juros. “E quando você amortiza, você paga antecipadamente uma parte desse juros e da dívida”. A amortização pode ocorrer de duas formas: pagando as últimas prestações e reduzindo o prazo do financiamento ou baixando as mensalidades, porém mantendo o prazo contratual, acrescenta o diretor da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), Miguel Ribeiro de Oliveira. “Ambas são interessantes, porque vão representar, cada uma com sua característica, um alívio para o bolso do mutuário”. Na primeira opção, as vantagens são redução dos juros a serem pagos e do tempo que as parcelas vão incidir no orçamento doméstico. Com isso, o consumidor se livra do débito de forma mais rápida e evita eventuais elevações no custo dessa dívida, como em momentos de inflação elevada, dependendo do tipo de contrato. “A segunda opção pode ser vantajosa para quem precisa reduzir o peso da parcela do financiamento imobiliário no orçamento familiar, abrindo espaço para realizar outros projetos”, informa a planejadora financeira e conselheira da Associação Brasileira de Planejamento Financeiro (Planejar), Marcia Dessen. Vale a pena Direcionar o FGTS, o 13º salário ou uma herança, por exemplo, para a operação pode ser uma boa opção. No caso do FGTS, o rendimento é bem baixo, o que compensaria a redução obtida com a amortização. Vale destacar que o FGTS pode ser utilizado apenas a cada dois anos para essa função. “O FGTS é corrigido a taxa de 3% ao ano, então dar um destino imediato a esse recurso é positivo. Porque, mesmo com a inflação controlada, no patamar de 4,5%, que era o teto previsto pelo Banco Central, já era um saldo que estava sendo corroído pela alta do custo de vida. Imagina em um ambiente em que a inflação está descontrolada, podendo chegar a dois dígitos”, diz Ione. Mas retirar dinheiro de aplicação financeira requer cuidados. Primeiro é preciso comparar os juros do financiamento com os do investimento. “No caso do CDB e da poupança vale sim. Imagina a poupança, por exemplo, que está rendendo muito menos que os 7% a 10% ao ano dos juros do financiamento imobiliário. Renda fixa, hoje em dia, voltou ser mais atrativa, mas tem que ter um pouco mais de cautela”, diz a economista-chefe da Reag Investimentos, Simone Pasianotto, Reserva de emergência Mas não é aconselhável ficar sem nenhuma reserva para emergências, ressalta Oliveira. “Porque, de repente, perde-se o emprego ou há uma queda de renda na família e fica sem uma sobra para recorrer nessas eventualidades”.