[[legacy_image_306816]] O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Rodolfo Saboia, estima que o Brasil vai ultrapassar a marca de produção de 4 milhões de barris de petróleo por dia (bpd) em 2025. Atualmente, o País produz, em média, mais de 3,5 milhões de bpd. “São mais de US\$ 90 bilhões investidos em cinco anos. Mais 20 plataformas entrando em produção até 2027”, disse Saboia na abertura da OTC Brasil – Offshore Technology Conference, realizada no Rio de Janeiro. Para efeito de comparação, apenas cinco países produzem hoje mais de 4 milhões de barris diários – EUA, Arábia Saudita, Rússia, Canadá e Iraque. Caso não ocorram mudança nos números internacionais, o Brasil ultrapassaria, por exemplo, a China, os Emirados Árabes Unidos e o Irã. segundo o Instituto Brasilerio de Petróleo e Gás (IBP). Saboia afirmou que o crescimento na produção virá não só da curva ascendente do pré-sal, como do processo de recuperação de campos maduros, protagonizado pelas petroleiras independentes. Ele alertou, porém, que será preciso partir para novas fronteiras exploratórias a fim de evitar o declínio da produção nacional a partir de 2030. Saboia não fez menção, mas se referia, principalmente à Margem Equatorial, onde o setor enfrenta a resistência do Ibama para emitir licenças ambientais. Outra fronteira que voltou à cena recentemente, inclusive listada para leilão no 4º Ciclo da Oferta Permanente da ANP é a Bacia de Pelotas, no litoral do Rio Grande do Sul. “Sem atividade exploratória em novas fronteiras, podemos ver a nossa produção decair a partir de 2030. É preciso ter em mente a importância estratégica da decisão que temos de tomar em relação a novas fronteiras, e com brevidade”, disse ele. PartilhaEle confirmou que a Petrobras não vai participar do 2º Ciclo da Oferta Permanente do regime de Partilha, com leilão marcado para 13 de dezembro. “A Petrobras não entrar é uma decisão de empresa, mas faz parte do jogo. Outras empresas capazes estarão no leilão. E isso mostra que o Brasil não depende mais exclusivamente da Petrobras para fazer leilão”. A Petrobras não se habilitou para disputar áreas sob regime de partilha, quando o petróleo produzido pertence ao Estado. Na concessão, o produto é da petrolífera, que assume todos os riscos de fracasso na exploração. Os cinco blocos das bacias de Campos e Santos ofertados dessa vez serão disputados por seis estrangeiras: BP Energy, Chevron, Shell, Total, Petronas e QatarEnergy. Somente a última, a QatarEnergy, não foi considerada apta a participar como operadora e deverá, portanto, se limitar ao papel de consorciada a outras operadoras.