[[legacy_image_289265]] No primeiro aumento de preços desde o início do Governo Lula, a Petrobras anunciou nesta terça-feira (15) reajuste de 16,2% para a gasolina (o equivalente a R\$ 0,41 por litro) e de 25,8% (R\$ 0,78) para o diesel nas suas refinarias. Os novos valores valem a partir de hoje. O anúncio levou o mercado a rever suas projeções para o IPCA no ano. Até o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, falou em impacto na inflação por conta do “grande aumento”. Segundo distribuidoras, já havia restrições para venda de diesel em algumas localidades do Brasil, com especulações no mercado de riscos às contas da Petrobras por reter as variações das cotações. O preço desse combustível está muito relacionado ao mercado externo devido à necessidade de importação. Porém, a alta dos combustíveis alerta sobre impactos na inflação. “O impacto da gasolina é direto na cadeia”, afirmou Campos Neto. Para ele, a alta dos combustíveis deve puxar o IPCA em “mais ou menos 0,40 ponto percentual entre agosto e setembro”. Já o Itaú Unibanco reviu sua estimativa para o índice no fim do ano, de 4,9% para 5,1%. O banco calcula que o reajuste da gasolina deve gerar um impacto de 0,32 ponto, enquanto o do diesel deve responder por 0,02 ponto. “O movimento veio acima da nossa expectativa de curto prazo, que embutia um reajuste menor na gasolina, próximo de 5%”, disse o banco. Outra instituição que reviu seus números foi a Warren Rena, de 4,6% para 5%. A atual direção da Petrobras vinha sendo criticada por retardar o repasse de aumento de custos com a compra do petróleo para os preços no mercado nacional. Em maio, a empresa abandonou o antigo modelo de PPI (Preço de Paridade de Importação), que acompanhava a oscilação de valores internacionais. A estatal afirmou que “estando a Petrobras no limite da sua otimização operacional”, foi “necessário realizar ajustes de preços para ambos os combustíveis, dentro dos parâmetros da estratégia comercial, visando reequilíbrio com o mercado e com os valores marginais para a Petrobras”. Segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), mesmo com o reajuste os preços continuam defasados.