[[legacy_image_181043]] Começa nesta sexta-feira (3) e vai até a próxima quarta-feira (8) o período de reserva de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para comprar ações da Eletrobras no processo de privatização da estatal. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A compra pode ser feita por meio de bancos ou corretoras, com valor mínimo de R\$ 200. Será possível utilizar até 50% do valor da conta do FGTS do trabalhador nesse investimento, até R\$ 50 mil. Para aderir, acesse o aplicativo FGTS e procure o campo do processo de compra das ações. No próprio app, será possível definir o banco ou corretora que cuidará do período de adesão, que será concluído no dia 9. As instituições que participam do processo cobrarão taxa de administração do fundo mútuo de participação (FMP), que é o instrumento que usará os recursos do FGTS para comprar ações. Segundo sites, as taxas de administração em sua quase totalidade estão abaixo de 1% e a maioria, menos de 0,5%. Mas até ontem apenas o Daycoval prometia taxa zero. A participação na privatização ainda vai depender do próprio sucesso da venda das ações em bolsa. É possível ainda que o investidor via FGTS não consiga destinar tudo o que pretendia na compra, com base no exemplo da Vale. Na época, como houve muita procura, apenas uma parte do valor foi confirmado. Desde a privatização da Vale e uma operação extra de abertura de capital da Petrobras, ambas há mais de 20 anos, a pessoa física não tinha oportunidade de tentar aplicar o FGTS em uma opção potencialmente mais rentável. Hoje, o FGTS rende 3% ao ano mais a TR (Taxa Referencial), em um cenário em que a inflação está acima dos 10% ao ano. É bom lembrar, porém, que toda a aplicação em bolsa embute risco, pois está sujeita à variação do mercado, que pode ser positiva ou negativa Potencial No total, a megavenda de papéis da Eletrobras tem o potencial de movimentar mais de R\$ 35 bilhões, sendo que o dinheiro do FGTS poderá contribuir com até R\$ 6 bilhões desse montante. Qual é o período de reserva das ações com o FGTS? Vai de hoje até a próxima quarta-feira. Como faço para investir na Eletrobras com FGTS? Cada banco e corretora tem uma página específica de cadastro, que é obrigatório para quem pretende usar o dinheiro do FGTS para comprar as ações. No aplicativo do FGTS, o trabalhador pode escolher uma instituição financeira para gerir o investimento. Dentro desse prazo de adesão, é preciso procurar diretamente o banco ou corretora. Há limite para uso do recurso do FGTS? Cada trabalhador poderá usar até 50% do FGTS. Qual é o tempo mínimo do investimento? Como posso fazer o resgate? Quem comprar as ações com o FGTS precisará esperar um ano para vendê-las. Mesmo após esse prazo, o dinheiro não poderá ser sacado. O saldo resultante do investimento voltará para a conta do FGTS, estando sujeito às regras tradicionais, como retirada em caso de demissão e para compra de imóveis. Qual é o risco do investimento? A rentabilidade das ações está sujeita à valorização dos papéis na bolsa, que é livre, enquanto o rendimento normal do FGTS é fixado em 3% ao ano mais TR. Quem decidir vender quando as ações estiverem em baixa pode perder dinheiro com a aplicação. Qual será o preço da ação? O preço será definido apenas na próxima quinta-feira (9). A ação da estatal estava cotada nesta quinta (2) em R\$ 42. Isso não significa que o papel será vendido a esse valor. O preço é definido após negociações das quais participam a empresa, bancos e fundos de investimento. A pessoa física fica de fora desse processo de discussão de preço. Quem não tem FGTS também pode participar? Pode. Esse investidor também poderá comprar ações. Qual é o limite para investimento em Eletrobras? Os investidores (pessoas físicas) que comprarem ações sem recursos do FGTS terão valor mínimo de R\$ 1 mil e máximo de R\$ 1 milhão. Com o uso do FGTS, os limites vão de R\$ 200 a R\$ 50 mil, desde que não ultrapasse 50% do saldo do fundo. Por que essa oferta está sendo feita? A oferta culminará na privatização da Eletrobras, hoje uma estatal. Com essa operação, a União terá sua fatia reduzida para menos de 50% do total das ações. Se todas as ações forem vendidas, a participação do governo e do BNDES na empresa do setor elétrico cairá dos atuais 60% para 33%.