[[legacy_image_285493]] Comprar títulos públicos por vários anos para financiar a educação dos filhos quando eles chegarem à universidade. Essa meta agora é possível com o Tesouro Educa+, título do Tesouro Direto que começou a ser vendido nesta terça-feira (1º). O papel foi lançado numa solenidade na B3 (antiga Bovespa) com a presença do Secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron. O instrumento permite que o comprador conquiste uma renda complementar para custear estudos. O papel não está disponível apenas a pais que querem educar os filhos e podeser investido por quem pretende fazer um curso no médio prazo, como especialização, mestrado e doutorado. O investidor pode comprar os títulos do Educa+ a partir de R\$ 30. O montante será devolvido em 60 prestações mensais, tempo equivalente à maioria dos cursos superiores. O dinheiro será corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e uma taxa de juros. O investidor poderá escolher os títulos disponíveis conforme o ano de vencimento. Inicialmente, serão oferecidos 16 títulos, com as devoluções tendo início em 2026 e indo até 2041. Como são corrigidos pelo IPCA, os papéis são protegidos da inflação. O comprador que quiser se desfazer do Tesouro Educa+ precisará esperar 60 dias antes de vender os títulos. No entanto, é necessário estar atento porque os papéis terão preços de mercado e o investidor poderá perder dinheiro se vender antes do vencimento. Quem comprar o Educa+ e mantiver os papéis até a data do vencimento será isento da taxa de custódia da B3 (0,1% a cada semestre), desde que esteja dentro do limite de até quatro salários mínimos de renda mensal. resgates Quem resgatar os títulos antes de sete anos pagará taxa sobre o valor de resgate de 0,5% ao ano. Entre 7 e 14 anos de carregamento do papel, será de 0,20% ao ano. Acima de 14 anos, 0,1% ao ano.O vencimento só ocorre após o final das 60 parcelas mensais de pagamentos. O Tesouro Educa+ foi inspirado em estudos dos professores Robert Merton, Prêmio Nobel Economia 1997, e Arun Muralidhar. Ambos introduziram o conceito de produtos financeiros para planejamento educacional. Pela ideia dos economistas, cabe ao próprio investidor escolher a quantidade de ativos que deseja comprar, com taxas de retorno competitivas, de baixo custo e risco. Muralidhar acompanhou o lançamento do título público na B3.