(Reprodução/Instagram) Se nada mudar até 1º de janeiro, quando os eleitos neste ano tomarão posse, Wagner Alves Pinheiro, o Cabeça (União), presidirá a Câmara de São Vicente nos próximos dois anos. Ele mesmo postou foto com outros oito vereadores, de uma reunião ocorrida ontem, para dizer que se trata de um “alinhamento presente para garantir um melhor futuro para a primeira Câmara Municipal das Américas”. Não se falou nos outros que poderão ocupar a futura Mesa Diretora. Foram um encontro e uma revelação com significados. Um deles, a volta por cima dada por Cabeça, um dos vereadores que tiveram o mandato cassado em 2023 porque o partido ao qual era filiado em 2020, o PSL, teve os votos anulados pela Justiça Eleitoral por fraude à cota de gênero no registro de candidaturas femininas. Neste ano, foi o quinto concorrente mais votado, com 4.138 sufrágios, 84,5% a mais do que os 2.243 obtidos no pleito anterior. O outro, a ausência de vereadores da atual Mesa Diretora na foto acima. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Do mesmo partido Três dos quatro membros da Mesa vicentina foram reeleitos: o presidente, Adoilson Ferreira dos Santos, o Adilson da Farmácia, o primeiro-secretário, Tiago Peretto, e o segundo-secretário, Higor Ferreira. Todos são do União, partido de Wagner Cabeça — que, depois de ser cassado, foi nomeado pelo prefeito Kayo Amado (Pode) secretário de Desenvolvimento Social. Não conversaram O presidente do diretório do União em São Vicente, Givanilse dos Santos, o Gil do Conselho, disse que a legenda ainda não falou sobre a sucessão na Câmara Municipal, mas procurará Cabeça. “O mandato é do partido, não do vereador.” No retrato Eis os que aparecem na foto, a partir da esquerda: Benevan Souza (Republicanos), Marcos Atanásio, o Cocão (PSB, eleito neste ano), Jailton Jatobá (Pode), Diego Santos, o Bagre (Pode, eleito neste ano), Cabeça, Rodrigo Felix, o Digão (PSB), Thiago Alexandre (PSD), Fernando Paulino (PSD, eleito neste ano) e Jefferson Cezarolli (Pode). São maioria, com nove de 15 cadeiras. Começou. E acabou Começou com duas horas e dez minutos de atraso a sessão de ontem da Câmara de Guarujá. Acabou em 16 minutos, sem que se votassem os pareceres do Tribunal de Contas do Estado às contas de 2019 e 2020 do prefeito Válter Suman (PSDB). Sem explicações O vereador Mário Lúcio da Conceição (Cidadania) pediu adiamento para a próxima terça-feira. Ele não retornou à coluna. A assessoria da Presidência também não explicou o motivo da demora para o início da sessão até o término desta edição. Para compensar Os reiterados adiamentos na conclusão da segunda fase de obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Santos fizeram o vereador Sérgio Santana (PL, foto) propor à Prefeitura uma “medida compensatória” para comerciantes do Centro nas vendas de fim de ano. Sem Zona Azul Santana sugere que, neste mês e em dezembro, seja suspensa a cobrança do estacionamento regulamentado. Ele considera que a medida aliviaria os efeitos da “interrupção do tráfego”, da “limitação de vagas de estacionamento” e atrairia clientes para o Centro. Punições mantidas Por unanimidade, na sessão de ontem, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP) manteve as condenações de primeira instância aplicadas a dois vereadores eleitos em Santos. Ambos foram punidos com multa de R\$ 15 mil por impulsionar conteúdo com críticas a um adversário em redes sociais. Impulsionamento Os concorrentes são Allison Sales e Rui De Rosis Junior, ambos do PL. Postaram críticas ao prefeito e então postulante à reeleição Rogério Santos (Republicanos). A lei só permite conteúdo impulsionado em favor do próprio candidato. “Quando chegar(o texto da Câmara) ao Senado Federal, nós vamos colocar com a maior agilidade possível para a apreciação dos senadores” Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Senado, sobre o projeto de lei em debate para dar mais transparência a emendas parlamentares.