As eleições ao Executivo e ao Legislativo tiveram diferenças não só por cidade, mas dentro dos próprios municípios. Um exemplo é Santos, onde há três zonas eleitorais. A Cidade teve como vencedor na disputa presidencial, no primeiro turno, o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, com 49,77% dos votos válidos. Mas ele não ganhou em todas as zonas. Na 118a, que reúne bairros de Zona Noroeste, região central e Morros, o mais votado foi Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 45,06%, ante 44,18% do principal oponente. Nas demais, vantagem para Bolsonaro: 52,57% a 36,01% para Lula na 273a e 52,25% a 36,43% na 272a. Nas outras cidades com mais de uma zona eleitoral — Praia Grande, São Vicente e Guarujá —, o concorrente do PL foi mais votado em todas, mas com diferença menor para o petista nas zonas que atendem bairros distantes da orla. Em Praia Grande, 56,63% a 33,61% na 317a Zona e 51,85% a 38,92% na 406a. Em São Vicente, 50,74% a 39,25% na 117a Zona e 47,74% a 42,84% na 340a. Em Guarujá, 52,48% para Flávio Bolsonaro e 38,03% na 212a Zona Eleitoral e 51,23% a 38,60% na 310a. Para governador, tomando Santos como demonstração, Tarcísio de Freitas (Republicanos) superou Fernando Haddad (PT): 61,47% a 37,51%. Na 118a Zona, a menor distância: 55,85% a 42,96%. Na 273a, a maior: 64,32% a 34,79%. Voto distrital Enquanto parabenizava a vereadora Débora Camilo (PSOL) pela eleição dela à Assembleia Legislativa, na sessão de terça-feira, o presidente da Câmara, Adilson Júnior (PP), defendeu uma reforma eleitoral com adoção do voto distrital. Seria a divisão do Estado em distritos de população semelhante, que elegeriam um representante cada. Nomes de fora Adilson afirmou que, na eleição de domingo, “perdemos voto pra caramba para gente que nunca pisou aqui”, em alusão a candidatos a deputado federal eleitos, à esquerda e à direita, com base eleitoral fora da Baixada Santista. Defenestração Mesmo a votação de uma concorrente local — os quase 2 milhões de votos da vereadora Eduarda Campopiano (PL), de Praia Grande, a deputada estadual — foi observada pelo presidente da Câmara. “Defenestrou outros partidos, levou vinte e tantas cadeiras (...) A região perdeu representatividade.” Sem propaganda Após ouvir Adilson citar deputados do PSOL de fora da região entre os mais votados em Santos, Débora disse que enviaram emendas parlamentares à Cidade. “É que nem sempre a gente está fazendo festa. A gente não tem uma Secretaria de Comunicação para fazer propaganda.” Água e ar O vereador Adriano Catapreta (PSD), de Santos, sugere uma audiência pública sobre serviços da Sabesp com prefeitos e vereadores das nove cidades locais. Um item seria “estruturar uma frente jurídica blindada” em torno de uma norma para instalação de válvulas bloqueadoras de ar no encanamento de imóveis, após o hidrômetro, para se evitar cobrança indevida. Agradecimentos Não reeleito, o deputado estadual Paulo Corrêa Júnior (Republicanos) tem expressado gratidão ao eleitorado e repostado mensagens de políticos locais e de outras regiões em reconhecimento a seu trabalho. A comemorar Por ora, Corrêa, que até o fim de janeiro exerce seu terceiro mandato seguido, celebra a reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e de Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) para o Senado. Cidadania Transcorre, de hoje a sábado, a quinta edição da Semana da Cidadania Sociólogo Celio Nori. É promovida pela organização da sociedade civil Concidadania. Debates e arte Haverá, por exemplo, palestras, oficinas, painéis sobre orçamento público e apresentações artísticas. Ocorrerão na Estação da Cidadania (Av. Ana Costa, 340, Campo Grande). Abertura hoje, às 18h. Mais aqui. Vereador federal Crítica de um cientista político: “Emendas parlamentares fizeram de deputados ‘vereadores’ em Brasília”.