(Rogério Soares/ AT) A coluna errou, na edição de terça-feira (13), ao informar o número de barracos na Vila Esperança, em Cubatão, que estariam nas mãos do crime organizado. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! A promotora de justiça Flávia Maria Gonçalves, do Ministério Público Estadual (MPSP), explicou que os 40% de moradias do tipo não se referem ao total existente no núcleo, mas a 40% das 1.757 residências que ficam na chamada franja da futura Avenida Perimetral — isto é, abaixo de onde passará a pista a ser construída. Flávia havia dado a explicação em entrevista a um programa do canal do MPSP do YouTube, mas a coluna, incorretamente, considerou a franja como se fosse toda a área do bairro. Essa é, na verdade, a área das ocupações residenciais mais precárias da Vila Esperança. Portanto, das 8.801 edificações contabilizadas em diagnóstico socioeconômico feito por uma empresa contratada pela Prefeitura, o correto é afirmar que cerca de 700 (40% das 1.757) estariam sob o crime. Esses 700 imóveis equivalem a 8% do total geral existente no bairro, proporção muito inferior. O dado não está no diagnóstico. A suspeita de que esses barracos estariam sob controle do crime se deu porque, neles, não houve quem declarasse vínculo com serviços públicos, como ter filhos matriculados em escolas ou creches ou cidadãos registrados na unidade básica de saúde do bairro. Entendimento A abertura da Avenida Perimetral resulta de acordo entre a Prefeitura de Cubatão e o Ministério Público Estadual. A pista servirá para conter o surgimento de moradias em áreas de preservação ambiental. No entendimento, também se prevê levar parte dos moradores para conjuntos habitacionais e mais coleta e tratamento de esgoto. A urbanização da Vila Esperança é um trabalho conjunto de Município, Estado e Governo Federal. Flávia Maria Gonçalves salienta que as ações darão mais dignidade à população local, com melhor acesso a saneamento básico, ambulâncias, polícia e bombeiros. E se prevê um novo diagnóstico das moradias que permanecerem no núcleo após a primeira fase da urbanização.