(Nirley Sena/ Arquivo AT) Em vídeo postado na noite de terça-feira (12), o vice-prefeito de Mongaguá, Julio Cezar de Carvalho Santos, o Julio da Imobiliária (PDT), anunciou ter ido para a oposição ao governo da prefeita Cristina Wiazowski (PSD). “Não fui eleito para ser cúmplice de uma gestão que virou marionete de um projeto pessoal. (...) É triste ver nossa Cidade tratada como um quintal particular. (...) Não serei omisso enquanto o poder é exercido por quem (nem) sequer deveria estar assinando decisões”, declarou o vice, na gravação. É uma referência indireta ao ex-prefeito e secretário de Governo Paulo Wiazowski Filho (PSD), que disputou e venceu a eleição de 2024, mas foi considerado inelegível no ano seguinte pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Mulher de Paulinho, Cristina ganhou a eleição suplementar do ano passado e tomou posse em julho. Em nota à coluna, ela disse estar havendo uma “antecipação do processo político” que prejudica a “reconstrução da Cidade”. “Nós ainda estamos enfrentando vários problemas por falta de estrutura e toda a deficiência que encontramos junto à Prefeitura. (...) Infelizmente, não é todo mundo que aceita ser liderado por uma mulher”, considerou. A Câmara tem um vereador do PDT, Rodrigo Rodrigues. Ele declarou que, “sem motivos para romper com a prefeita”, continuará na base governista. A cumprir Julio da Imobiliária ressaltou à coluna que “me tornei oposição, mas continuo exercendo meu cargo, pois fui eleito pelo povo (...). Mesmo me posicionando como oposição, respeito a Prefeitura”. Contraposição Em resposta à insatisfação do vereador Sérgio Santana (PL) por não poder tentar a Assembleia Legislativa, a deputada federal Rosana Valle (PL) disse, em nota, ser incorreto atribuir tal fato a ela e ao deputado estadual Tenente Coimbra (PL), ao diretório do partido em Santos “ou a qualquer liderança local”. Com a estadual No texto, se explica que a concessão de legenda e a formação de chapas para eleições ao Legislativo cabem à Executiva Estadual da sigla, com base na Lei das Eleições. Estranheza Para Rosana, “estranha este comportamento” de Santana, que, como “é de conhecimento dos liberais da Baixada Santista”, “não compareceu a duas reuniões agendadas em São Paulo entre ele e o presidente estadual do PL”, Tadeu Candelária, a fim de “expor suas aspirações e (seus) argumentos”. Não gostou A deputada classificou como “leviana” a menção de sua prima, Célia Regina Gonçalves Fugazza, presidente do PL Mulher em Santos e que, conforme Santana, está no gabinete dele a pedido de Rosana. Outra versão “Trata-se de uma funcionária concursada da Prefeitura de Santos, com quase 30 anos de carreira no serviço público, e que foi cedida ao gabinete de Santana pela Administração Municipal, sem custo algum — a pedido dele e para trabalhar para ele”, rebate a parlamentar. Narrativa “É injusto e desrespeitoso (...) tentar transformar uma cessão funcional legítima em narrativa de favorecimento pessoal ou político”, julgou Rosana Valle. Outra página Santana declarou nesta terça que o assunto é “página virada”. Citou ter recebido convites de partidos e expressou gratidão a eles, mas ficará no PL. E, na segunda-feira (11), “se acertou” pessoalmente com o presidente estadual do PL, Tadeu Candelária. Não conseguiu Um dos que quiseram o passe de Santana foi o MDB. O ex-vereador Marcelo Del Bosco disse tê-lo convidado. O partido integrou a coligação encabeçada por Rosana para a Prefeitura em 2024. Cota em concursos A Câmara de Praia Grande aprovou, nesta terça, projeto de Francisco Lima Júnior, o Gugu Mil Grau (PSD), para que 20% das vagas em concursos para empregos públicos no Município se destinem a pretos, partos, indígenas e quilombolas em vulnerabilidade social. Os que pedissem seriam isentos de taxa. Teve 17 votos a três. Agora, espera sanção do prefeito Alberto Mourão (MDB).