Reportagem publicada por A Tribuna em 25 de abril de 1940 aborda Anísio José da Costa (Reprodução) A Travessa Comendador Netto, no Centro de Santos, não existe mais. A partir desta quinta-feira (26), chama-se, Anísio José da Costa. A mudança consta na Lei 4.543, sancionada na quarta (25) pelo prefeito Rogério Santos (Republicanos), com base em projeto de lei da vereadora Débora Camilo (PSOL). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Nos fundos do Museu Pelé, entre as ruas do Comércio e Tuyuti, a via deverá ter uma placa indicativa com a descrição “Travessa Anísio José da Costa - angolano, quilombola e trabalhador do Porto de Santos”. A medida consiste em uma reparação histórica em uma Cidade que deu fim à escravidão antes da Lei Áurea, de 1888. Manoel Joaquim Ferreira Netto, comerciante e construtor, manteve negros escravizados. Anísio da Costa, cativo, fugiu para o Quilombo do Jabaquara, em Santos, onde ficou até o fim da escravidão. Viveu até os 110 anos, conforme reportagem de A Tribuna publicada em 25 de abril de 1940. Uma de suas filhas, Helena, mora na casa que era do pai — na Rua da Liberdade, no Embaré. Renúncia O vereador Bruno Chehade Pereira, o Dr. Bruno (DC), não é mais candidato à Prefeitura de Peruíbe. Apresentou pedido de renúncia na segunda-feira. O juiz da 295a Zona Eleitoral, Guilherme Pinho Ribeiro, homologou a solicitação ontem. Na Cidade, agora, há três postulantes. Com Emer Com discurso agressivo em redes sociais contra o concorrente governista, Felipe Bernardo (PSD), Bruno aderiu à candidatura de Emer Elias Abou Jaoude (PL). “Nós nos unimos para salvar a Cidade”, alegou o vereador, em vídeo ao lado de Emer. Eram quatro No levantamento feito no dia 20 pelo Instituto de Pesquisas A Tribuna (IPAT), Bruno era o último colocado, com 3,3% das intenções de voto, na sondagem estimulada para o Executivo peruibense. Com a renúncia, a Baixada Santista passa a ter 44 candidatos a prefeito . Menos barulho O vereador Fabrício Cardoso (Pode) pretende repetir em Santos uma experiência de Curitiba (PR): a adoção do “radar do barulho”, para identificar veículos que emitam ruídos acima de 90 decibéis. Sugere que a Prefeitura instale aparelhos do tipo em avenidas de maior movimento, com possibilidade de multa para os mais ruidosos. Segurança A Câmara santista, aliás, votará hoje em primeira discussão o projeto do Executivo de aumentar o pagamento dos policiais militares que trabalham na folga, na Operação Delegada, e elevar, de até 320 para o limite de 1,5 mil, a quantidade de PMs que poderão integrar a medida. Se virar lei, o Município deverá atualizar convênio com o Estado. Nome próprio Outro projeto na sessão de hoje da Câmara santista, pautado quase um ano e meio após sua apresentação, é o que busca permitir à Prefeitura firmar contratos de naming rights — direito de pôr o nome de uma empresa — em equipamentos públicos municipais. Sob contrato Comuns em estádios de futebol, contratos do gênero seriam firmados com empresas após licitação e teriam duração de cinco anos, prorrogáveis por igual período. Assim propõe o vereador José Teixeira Filho, o Zequinha Teixeira (PP, foto). Em troca, pagariam contrapartida em dinheiro à Cidade. Desinformação Tática frequente, em especial no Litoral Sul da Baixada Santista: apoiadores de candidatos espalham que adversários estão “impugnados” e que órgãos como o Ministério Público “mantêm a cassação” de candidaturas rejeitadas. A desinformação confunde. Glossário Motivos: o Ministério Público emite pareceres, mas não julga. Isso cabe à Justiça Eleitoral, em sentenças proferidas por magistrados. E impugnação é sinônimo de contestação. Quando a candidatura está vetada, o termo é “indeferida”. "É inadmissível alguém pensar que nós vamos colocar uma matéria dessa (regulamentar a reforma tributária) no Plenário sem uma discussão maior” Izalci Lucas (PL-DF), senador, ao propor para o Governo a retirada do pedido de urgência da primeira parte da regulamentação da reforma.