Os vereadores Janaina Ballaris e Marcinho MJ, de Praia Grande (Reprodução/ Redes sociais) O juiz das garantias da 7ª Região Administrativa Judiciária de Santos, Bruno Nascimento Troccoli, proibiu a vereadora Janaina Ballaris, de Praia Grande, de se aproximar a menos de 200 metros do vereador Márcio Castilho, o Marcinho MJ. Ambos são do União Brasil, mas ela é vice-líder do Governo, e ele, oposicionista. A medida cautelar se deve a um processo sob segredo de Justiça, com sentença do dia 30 e à qual a coluna teve acesso. Trata-se de um procedimento investigatório criminal do Ministério Público Estadual motivado por uma representação de Marcinho. Ele alegou sofrer perseguições física e virtual por parte de Janaína e outras pessoas, não identificadas, em redes sociais. Entre as práticas, estariam o monitoramento de sua rotina e a difusão de ofensas em perfis apócrifos na internet. Conforme a decisão, o vereador alegou ter sofrido abalo emocional que demandou cuidado médico. Entre as medidas cautelares fixadas pelo juiz, estão a proibição de Janaína de se aproximar de Marcinho e de manter contato com ele e a família dele por quaisquer meios, ainda que por terceiros. A exceção é dentro da Câmara, na qual Troccoli mandou que não se provoquem. Também ordenou a quebra do sigilo de dados de seis perfis no Instagram, com fornecimento de dados cadastrais e de login. Os vereadores não quiseram falar. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Subcomissão Meio ano após fazer pedido à Comissão de Viação e Transportes da Câmara, da qual é segunda vice-presidente, a deputada federal Rosana Valle (PL) teve autorização, na quarta-feira (8), para criar uma subcomissão especial para acompanhar as obras e a homologação do Aeroporto Civil Metropolitano, em Guarujá. Direitos da Mulher No mesmo dia, a parlamentar também foi à reunião ordinária da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher — encerrada com troca de farpas entre ela e a presidente do colegiado, Erika Hilton (PSOL-SP). Acusou e cobrou Rosana afirmou que não se votou seu pedido de audiência pública sobre endometriose e acusou Erika de não cobrar a ida à comissão da ministra das Mulheres, Márcia Lopes, para explicar por que menos de 15% do orçamento federal para combate ao feminicídio foi gasto. Causou reação “A senhora grita, a senhora fala com uma indignação, (que) parece que vai partir para uma agressão. Se vossa excelência vier para cima de mim para me enfrentar aqui, nós vamos procurar a Lei Maria da Penha, porque a senhora tem a força de um homem”, disse Rosana — imediatamente acusada por Fernanda Melchionna (PSOL-RS) de transfobia. Erika é mulher trans. Para os ouvidos Erika Hilton reagiu a Rosana Valle: “A opinião de vossa excelência não me importa. (...) Vossa excelência falta com a verdade, porque um requerimento da pauta é convidando a ministra”. Disse que Rosana é “agressiva”, “odiosa” e “desrespeitosa”. “Se vossa excelência acha que eu grito, eu lhe oriento a comprar um protetor auricular (...). Fui silenciada durante muito tempo.” Cacá Teixeira (Alexsander Ferraz/ AT) Árvores Voltará à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara de Santos o projeto do vereador Rui De Rosis Junior (PL) para mudar regras do manejo de árvores em imóveis particulares. A sugestão foi do presidente da CCJ e líder do Governo na Casa, Carlos Teixeira Filho, o Cacá Teixeira (PSDB, foto). Depressa O tucano comentou que o parecer da CCJ ao projeto foi elaborado pelo vereador Benedito Furtado (PSB), membro da comissão e relator do texto, e descaracterizou a ideia inicial de De Rosis. “Foi rude com o projeto”, brincou Cacá, que sugeriu entendimento entre Câmara e Prefeitura para se elaborar um novo parecer o mais depressa possível. Meio-termo Furtado lembrou que, antes da norma atual, havia uma “devassa da arborização” em áreas privadas. Mas admitiu a ideia de meio-termo. Parentes Primo do oposicionista Rui De Rosis Junior, Vitor Camargo De Rosis está como secretário de Assuntos Portuários e Emprego. Desde segunda (6) e até dia 16, Vitor substitui Bruno Orlandi, em férias.