(Alexsander Ferraz/ AT) Desde 1919, a via que liga as ruas Visconde do Rio Branco e Xavier da Silveira, esta última à beira do cais, no Centro de Santos, se chama Tiro Onze. Era o tempo da epidemia de gripe espanhola, e um vereador da época, o médico Benedito de Moura Ribeiro, sugeriu o nome à rua como gratidão à Sociedade de Tiro Brasileiro de Santos pela ajuda no episódio. Mas, para o vereador Francisco Nogueira (PT), é tempo de lembrar outro fato histórico ligado à rua — notabilizada pela Casa do Trem Bélico, erguida no século 17. Consiste em uma revolta de soldados negros, mestiços e indígenas do então Primeiro Batalhão de Caçadores, que em 1821 exigiam soldos iguais aos de militares brancos e pagamento em dia. Um dos líderes do movimento em Santos era o cabo Francisco José das Chagas, o Chaguinhas, negro. Condenado à forca, não morreu assim: a corda se arrebentou duas vezes e, na terceira tentativa, por ainda estar vivo, foi assassinado a pauladas. Testemunhas julgaram ter visto um milagre, e uma lei do ano passado transformou em patrimônio cultural imaterial do Estado o culto e a adoração a Chaguinhas em uma capela — a de Nossa Senhora dos Aflitos, na Liberdade, bairro paulistano onde foi morto. Assim, Nogueira propõe que a Tiro Onze vire Rua Chaguinhas. Se mudar, será o sexto nome conhecido na história da via. Por anistia Está pautado para a sessão de amanhã da Câmara de Guarujá projeto de lei do vereador Alexandre Alves (PDT) para anistia de edificações irregulares de moradia, comércio, de serviços e indústrias na Cidade. Seria para as que atendessem critérios a fim de receber alvará de regularização fundiária e habite-se. Construções O cadastramento das construções ocorreria mediante ação de fiscais, ou pedido dos donos, por exemplo. Conforme o projeto, haveria tolerância a ocupações de tamanho em desacordo com a lei. Para Alves, é preciso “a integração socioespacial das edificações clandestinas”. Cine turismo Outro texto a ser votado amanhã visa a que os cinemas da Cidade sejam obrigados a exibir, antes de cada sessão, um minuto de filmes com “informações sobre o turismo e eventos que constam no calendário oficial de Guarujá” e dados fornecidos pela Prefeitura. É de autoria do vereador Márcio Nabor Tardelli, o Márcio do Pet Shop (Cidadania). Ônibus e saúde Ainda sem data para votação e em meio à intervenção do Município na City, permissionária do transporte coletivo em Guarujá, tramita no Legislativo proposta da vereadora Adriana Machado (PSD) que busca uma nova gratuidade nos ônibus: é o que chama de Passe Livre Saúde. Isenção tarifária O objetivo consiste em que pacientes com dificuldades financeiras para se deslocar ao lugar de exames ou retirada de medicamentos, por exemplo, viajem de graça. Para pré-natais, também: hoje, pobres têm direito à tarifa zero apenas a partir do sexto mês de gravidez. Adriana pensa que os subsídios municipais à City cobririam a isenção. Imposto verde Tramita na Câmara de Santos projeto do vereador Antônio Carlos Banha Joaquim (PSD) para se instituir o IPTU Verde. Haveria descontos de 2% a 12% a donos de imóveis nos quais houvesse captação de água da chuva, reúso de água, aquecimento solar de água ou utilização de materiais sustentáveis. Sem marcha Outro projeto em andamento, do vereador Fábio Duarte (PL), visa a proibir, em Santos, marchas, eventos e reuniões em que haja apologia ao uso de maconha e outras drogas ilícitas. No Vale, sim A eleição suplementar de ontem em Eldorado, no Vale do Ribeira, confirmou no cargo o prefeito interino: Noel Castelo (SD), que era presidente da Câmara e assumiu no lugar de Elói Fouquet (Cidadania), impedido. Em Mongaguá, não É um roteiro que não se cumprirá em Mongaguá, onde também haverá novo pleito ao Executivo. Afinal, três dias antes, o União Brasil negou tal possibilidade ao prefeito interino Luiz Berbiz de Oliveira, o Tubarão. Ele fica no cargo até a posse de quem for eleito ao cargo.