(Carlos Nogueira/ AT) O vereador oposicionista Francisco Nogueira (PT), vice-presidente da Comissão de Cultura da Câmara de Santos, apresentou à Prefeitura reclamações de artistas da cidade da Baixada Santista, no litoral de São Paulo, sobre “falta de transparência e profundo desrespeito” decorrentes de suposta demora na liberação de pagamentos por serviços prestados e na liberação do dinheiro de emendas parlamentares destinados ao setor cultural. “Segundo os artistas, a Secult (Secretaria Municipal de Cultura) não responde sobre a liberação dos cachês, não apresenta previsão de pagamento, ignora ligações telefônicas e (nem) sequer retorna e-mails enviados para esclarecimentos”, escreveu o petista em requerimento, no qual sugeriu a criação de um canal para acompanhamento dos pagamentos e do uso das emendas. Em resposta, o diretor de Eventos da Secult, Vinicius Cesar Sergio, declarou não haver atrasos no pagamento de artistas e fornecedores culturais, mas “prazo oficial, que é de 45 a 60 dias após a efetiva realização da atividade para a liquidação dos cachês”. Segundo ele, morosidades “pontuais” se devem a pendências por parte dos prestadores, como falta ou atraso no envio de documentos ou na emissão de notas fiscais. Quanto às emendas, as direcionadas para eventos e para projetos de fomento (apoio financeiro) estão “todas em andamento”, diz Sergio. Linhas mortais Nenhum trabalho de fiscalização será eficaz se não houver consciência coletiva sobre as razões dele. É, em resumo, o teor do vídeo que o prefeito Kayo Amado (Pode) postou neste domingo (12) para abordar a morte de um motociclista ferido por uma linha de pipa com cerol na Rodovia dos Imigrantes, em São Vicente. Mente humana Amado disse que, durante meses, mais de 300 antenas para impedir ferimentos com linhas do tipo foram entregues na Cidade para motociclistas. “Tem algo que a gente não consegue entregar: a consciência dentro das famílias, das casas, das pessoas. (...) É óbvio que a gente vai fiscalizar, (...) mas é impossível controlar a mente humana”. De salão Desde terça-feira (7), a dança de salão é patrimônio cultural imaterial de Santos. Assim consta em lei sancionada na véspera pela prefeita em exercício Audrey Kleys (PSD), com base em projeto apresentado pelo vereador Fabrício Cardoso (Pode). Patrimônio A dança de salão junta-se, enquanto patrimônio local, a elementos como o pão de cará, a capoeira e o futebol de várzea. Na proposta, datada de 2024, Cardoso justificou que a prática, antes vista como “fora de moda”, tem ressurgido. Motivo diferente Outro político local que apoiará uma pré-candidatura de fora — mas não por rusgas partidárias, ao contrário do noticiado ontem na coluna sobre o PL em Santos — é o vereador Anderson de Lana Andrade, o Anderson Veterinário (PSDB), de Cubatão. Pré-candidato a deputado estadual, está com o pré-concorrente a federal Paulo Serra, presidente do PSDB paulista, por temas como a defesa da causa animal. Em vídeo Está marcado para as 10 horas de quinta-feira (16) o pregão eletrônico no qual a Câmara de São Vicente saberá qual empresa prestará serviços de captação, transmissão e gravação de “eventos legislativos e institucionais” da Casa. Entre eles, as sessões que reúnem os vereadores. Dou-lhe uma... Sob presidência do vereador Wagner Santos Pinheiro, o Wagner Cabeça (foto), a Câmara espera investir, no máximo, R\$ 1,852 milhão por um ano — o contrato poderá ser prorrogado por até uma década. No pregão, empresas participantes farão lances, e vencerá a que propuser o de menor valor. Vencido O contrato com a antiga prestadora do serviço venceu em 26 de abril, após cinco anos e R\$ 8,878 milhões pagos. Desde então, vinha sendo usada a câmera de um celular para continuar transmitindo sessões pela internet. De ferro, não Agendas de pré-candidatos a cargos eletivos têm tempo contado para tudo. Detalha-se cada item. A ponto de um pré-concorrente ter marcada na lista uma hora e cinco minutos para... descanso.