“Voto daqui, dinheiro pra cá”: é o apelido que o vereador Carlos Eduardo Barbosa, o Cadu Barbosa (PRD), de Praia Grande, deu a uma Comissão Especial de Vereadores (CEV) que sugeriu nesta quinta-feira (5) na Câmara de Praia Grande. Quer obter “retorno parlamentar”, procurando todos os deputados federais e estaduais eleitos e cobrando deles que enviem dinheiro de emendas parlamentares à Cidade de forma proporcional aos votos conquistados nela. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Há necessidade de cálculos: cada deputado federal tem direito a indicar em torno de R\$ 40 milhões em emendas, e cada estadual, cerca de R\$ 13 milhões; seria preciso identificar sua votação total, quantos votos obtiveram em Praia Grande e, com base nisso, fixar a proporção do dinheiro a ser enviado. “Eles têm de recompensar a Cidade com base nos votos que tiveram. A gente vai procurar presidentes de partidos para nos ajudarem”, comentou, para dizer que a CEV terá 180 dias de prazo para agir. O vereador Rodrigo Penasso, o Gordinho do Povo (MDB), propôs também “mapear lideranças que levantaram bandeira de outros deputados para ajudar esta Casa a trazer recursos” e lembrou que a Câmara tem uma futura deputada estadual: Eduarda Campopiano (PL). “Vamos conversar com ela para trazer bastante emenda para a nossa Cidade”. O vereadora não foi à sessão desta quinta. Catraias Há tempos, em viagens de catraia de Vicente de Carvalho a Santos, a tarifa era de R\$ 3,00 no pagamento em dinheiro e de R\$ 4,00 por Pix. Por considerar a diferença indevida, o vereador Benedito Furtado (PSB) afirmou ter apelado ao Procon Santista. E disse que este contatou o Procon de Guarujá, onde é a associação dos transportadores. Só em dinheiro E, conforme Furtado relatou na sessão da Câmara nesta quinta, “a solução que catraieiros encontraram foi acabar com o Pix. Só aceitam, agora, dinheiro. Isto é um absurdo. Estão querendo punir os usuários do transporte”. Ele disse ter planos de ir ao Ministério Público Estadual em busca da retomada do Pix e com valor igual ao da tarifa em dinheiro. Ecos e matizes O empate na votação, na terça, do envio de um ofício de congratulações da Câmara santista ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por sua reeleição teve aspectos políticos locais e nacionais. Foram mantidos mesmo depois de a Presidência desempatar, votando sim. Considerações PP e União Brasil formam uma federação nacional que, no segundo turno, apoiou o candidato Flávio Bolsonaro (PL). Os vereadores do União, Adriano Piemonte e Rafael Pasquarelli, rejeitaram que a Câmara cumprimentasse Lula. Marcelo Téo, do PP, votou a favor do texto. Téo tem base eleitoral nos morros. A área integra a 118ª Zona Eleitoral, única das três zonas de Santos onde Lula foi mais votado que Flávio. Mesma sigla O Podemos também se alinhou a Bolsonaro na segunda etapa. O vereador Fabrício Cardoso votou não ao requerimento. Lincoln Reis, dos Morros, não participou da votação. Dinheiro O vereador José Teixeira Filho, o Zequinha Teixeira (PP) — que também não votou o requerimento sobre Lula —, queixou-se ontem de que a Prefeitura não põe em prática lei de autoria dele, de 2024, para elevar a receita municipal. Direitos A lei autoriza a Prefeitura a usar naming rights em eventos e equipamentos públicos municipais: mediante licitação, empresas poderiam dar nome a locais e iniciativas por até cinco anos, prorrogáveis por igual período. Lei municipal Zequinha pensa que Santos deixa de recolher “milhões” ao não adotar o sistema em pontos como Aquário, Orquidário e Arena Santos. “Chega o final de ano, e a Prefeitura fica falando que não tem dinheiro, que precisa apertar os custos”. Por isso, quer saber se a lei será aplicada. Travessias Representantes do Estado e da concessionária Acquavias apresentam nesta sexta-feira (6), no estaleiro de Guarujá, como será a operação privada das travessias marítimas litorâneas. Começará na segunda-feira, com prazo contratual de 20 anos.