[[legacy_image_278572]] Na última sessão da Câmara de Santos antes do recesso, na quinta-feira (29), vereadores mantiveram o ritmo e expuseram projetos. Um deles foi o presidente Carlos Teixeira Filho, o Cacá Teixeira (PSDB), que propôs autorizar a Prefeitura a instalar “totens ou dispositivos assemelhados” em pontos de ônibus “que funcionem como instrumento de companhia às mulheres que utilizam esse meio de transporte” no período noturno. Cacá alega ser uma questão de segurança. Já se permite a mulheres descer de coletivos fora de locais de parada à noite e de madrugada. E os totens funcionariam das 19 às 6 horas, operados de forma remota e com uma atendente, para “monitoramento e interação” com uma mulher sozinha no ponto. “Em caso de perigo, poderá ter certeza de que a atendente chamará a PM e a Guarda Civil para prestar o socorro devido”. Ele se baseia em pesquisa pela qual 77% das mulheres já se sentiram inseguras em pontos de ônibus pouco movimentados ou mal iluminados. HistóriaMais uma sugestão de mudança de nome de via em Santos: é da vereadora Débora Camilo (PSOL), que, na quinta-feira, propôs trocar o nome da Travessa Comendador Netto para Anísio José da Costa. Alega se tratar de reparação histórica. Netto e CostaO logradouro, entre as ruas Tuiuti e do Comércio, no Centro, faz menção a Manoel Joaquim Ferreira Netto. Comerciante e construtor, mantinha negros escravizados. Anísio da Costa, cativo, fugiu para o Quilombo do Jabaquara, em Santos, onde ficou até o fim da escravidão. LiberdadeEm 1940, A Tribuna noticiou a morte de Costa, informando que ele estava com 110 anos e, até os 108, havia trabalhado no Porto. Havia se casado pela segunda vez aos 90. Uma de suas filhas, Helena da Costa, vive na Rua da Liberdade, no Embaré — na casa que era do pai. Por GilbertoEnquanto falta sanção da troca do nome da Rua Guaiaó para Armênio Mendes, na Aparecida, em Santos, há outro Mendes para o qual ainda não se garantiu um logradouro em homenagem: o maestro Gilberto, cujo centenário foi celebrado no ano passado. Já se apresentaram dois projetos, ambos de autoria da vereadora Telma de Souza (PT). Nova tentativaA Câmara aprovou o primeiro no ano passado, mas o Executivo o vetou porque o trecho sugerido, no Gonzaga, já tem nome. Agora, espera-se a votação de outro, no qual se planeja chamar Gilberto Mendes parte da Praça Melvin Jones — na confluência da Rua Bahia com a Avenida Marechal Deodoro e no lado oposto ao que se propôs antes. No palcoAinda em relação às artes, o vereador Rui De Rosis (União, foto) apresentou projeto de lei para que o palco do Teatro Municipal Braz Cubas seja denominado Tanah Corrêa. O diretor teatral morreu na terça-feira passada. Na CidadeAthanazildo Corrêa Neto, nome de Tanah, foi assessor municipal de Cultura em Santos entre 1984 e 1985 e, a seguir, nomeado primeiro secretário de Cultura da Cidade. Menos médicosO vice-presidente da Câmara de São Vicente, vereador Joseval Bezerra, o Jabá Bezerra (PL), pediu a abertura de uma Comissão Especial de Vereadores (CEV) para tratar da “evasão médica” na Cidade. Duas situaçõesJabá cita dois exemplos. Um, a resposta da Prefeitura a um requerimento dele, deste ano, pelo qual 14 médicos haviam deixado a rede municipal em três meses. Outro, a existência de uma neuropediatra para “mais de mil crianças”. ConscientizaçãoA Subseção de Santos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) lançou uma cartilha de conscienti-zação sobre violência a idosos. Link: tinyurl.com/musazy4h. “É uma conquista manter a Autoridade Portuária (...).O Brasil não perdeu a soberania sobre o seu maior porto” Márcio França, ministro de Portos e Aeroportos, sobre o fato de a estatal que administra o Porto de Santos não ter sido privatizada.