No texto, o vereador propôs autorizar a Administração Municipal a fazer pagamentos mensais ao serviço, mediante convênio (Sílvio Luiz/ AT) Coube ao vereador Edivaldo Fernandes Menezes, o Chita (PSB), apresentar, na sessão desta quinta-feira (22) da Câmara de Santos, no litoral de São Paulo, a emenda que poderá assegurar aos permissionários de autolotações parte do subsídio concedido pela Prefeitura ao transporte coletivo municipal. No texto, Chita propôs autorizar a Administração a fazer pagamentos mensais ao serviço, mediante convênio e com verba oriunda da mesma fonte: repasses de Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) pelo Governo Estadual. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Conforme o projeto do prefeito Rogério Santos (Republicanos), a fatia para o custeio de parte da tarifa passaria de 25% para 55% do IPVA recebido. As outras emendas foram dos vereadores do PL Sérgio Santana (uma), para regulamentar o subsídio às lotações e para que se distinga essa verba do repasse à permissionária dos ônibus, e Rui De Rosis Junior (cinco). Entre as propostas feitas por De Rosis, estão condicionar o pagamento do subsídio a um convênio autorizado por lei específica — o que daria à Câmara o poder de analisá-lo previamente e aprovar essa lei — e determinar que o cálculo do repasse tome por base o número de passageiros pagantes ou, em caso de gratuidades, que leve em consideração o critério a ser definido no convênio. A Comissão de Justiça e Redação da Câmara estudará as emendas. Esperando análise O projeto foi aprovado em primeira discussão por 17 votos a um. De Rosis foi contra, alegando que os repasses não têm significado melhora no serviço. Mas disse que votará a favor se suas emendas passarem. A segunda e última votação dependerá do fim da análise das sete sugestões pela Comissão de Justiça. Ansiosos De olho na eleição de domingo (25), oito vereadores expressaram, em plenário, apoio a Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência. Sete vestiam camisas da Seleção Brasileira, e Allison Sales (PL), uma com listras horizontais verdes e amarelas. Muro baixo A presença de quatro governistas entre eles — Adriano Catapreta (PSD), Adriano Piemonte (União), Fabrício Cardoso (Pode) e Rafael Pasquarelli (União) — fez De Rosis ver o fortalecimento da direita. “Falei que o muro estava baixo...”, riu. Já tem havido conversas visando às eleições municipais de 2028. Poesia Um projeto de outra parte da oposição ao Governo na Câmara, o PT, e aprovado em primeira discussão foi do vereador Francisco Nogueira: a Lei Vicente de Carvalho, de estímulo à leitura de poesias nas escolas públicas da Cidade. Desafio literário O vereador Marcos Caseiro (PT) contou ter conseguido “muitas coisas recitando poesia”. Na escola, foi o desafio que uma professora de Português lhe impôs para dar a ele melhores notas em Gramática. “Imagine eu” Radialista e de voz grave, o presidente, Adilson Júnior (PP), brincou: “Com todo respeito, se vossa excelência conseguiu muita coisa recitando poesia, imagine eu”. Terra, mar e ar A jornalista Thaís Margarido está de volta à Secretaria de Assuntos Portuários e Aeroportuários de Guarujá. Sua nomeação foi publicada na edição de quinta (22) no Diário Oficial do Município. Tentou a Câmara Filiada ao União Brasil, Thaís havia pedido exoneração em abril para concorrer à Câmara Federal nas eleições deste ano. Teve 2.127 votos. Temporariamente Em sua ausência, Thaís Margarido foi substituída por Fábia Margarido, sua irmã, que é procuradora concursada na Prefeitura de Cubatão. Um ponto Após a Câmara cubatense ter rejeitado projeto para permitir à Prefeitura o remanejamento de até 20% de sua despesa a outros fins, o prefeito César Nascimento (PSD) apresentou novo pedido à Casa nesta quinta. Desta vez, para mexer em até 19%. Talvez passe O objetivo é igual: ampliar o limite atual, de 10%. Mas foi preciso alterar o texto porque, para manter 20%, teria de esperar o ano que vem. Segundo um interlocutor do Governo, agora deve haver entendimento com a Casa.