(Alexsander Ferraz/AT) Cidade que mais avança em número de habitantes na Baixada Santista, conforme projeção divulgada no ano passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e baseada no Censo 2022, Praia Grande é alvo de debates para que também cresça sua representatividade política em níveis estadual e federal. Dos que já começam a surgir extraoficialmente como pré-candidatos a cargos eletivos em 2026, estão dois nomes vinculados ao prefeito Alberto Mourão (MDB), ambos secretários na Administração atual: Cássio Navarro, de Governo, genro do chefe do Executivo e que já foi deputado estadual, e Lucas Mourão Glerean, neto de Mourão e titular da pasta de Projetos Especiais e Estratégicos. Navarro tentaria a Câmara Federal, e Glerean, a Assembleia Legislativa. O prefeito afirma ser cedo para tratar de 2026. “Acabo de passar por um pleito eleitoral e tenho que fazer valer a confiança recebida. O momento agora é de trabalhar por Praia Grande. (...) E para isso conto com o compromisso e o foco de todos os secretários municipais”, diz, por sua assessoria. Outro nome cogitado é o do ex-vereador Rodrigo Rosário, que concorreu à vice-prefeitura pelo Mobiliza no ano passado e estuda se lançar a deputado estadual por essa sigla ou pelo PRTB. Para se manter em evidência, tem se aproximado de vereadores oposicionistas. Restos milionários Ficou estabelecido em R\$ 377,2 milhões o tamanho dos restos a pagar que, segundo a atual gestão, foram deixados pela anterior na Prefeitura de Guarujá. O prefeito Farid Madi (Pode) expôs o número na quinta-feira, no Teatro Procópio Ferreira, em encontro aberto ao público. Congelar e cortar Para sanar o débito, Farid declarou que as despesas não quitadas serão parceladas em, no máximo, três anos e até 20% do Orçamento será contingenciado. Também haverá revisão de todos os contratos entre Prefeitura e fornecedores e corte médio de 20% no valor contratado com prestadores de serviços. Desde a transição Os valores e medidas foram definidos após reuniões entre as equipes de transição de governo e, no primeiro mês de mandato, com membros da Comissão de Promoção da Eficiência do Gasto Público criada em janeiro pelo prefeito. Os restos a pagar equivalem a 13,1% da receita estimada pela Prefeitura para este ano, de R\$ 2,888 bilhões. Caminho da Memória O vereador Francisco Nogueira (PT) restabeleceu o projeto de lei, proposto no ano passado pela então vereadora Telma de Souza (PT), para que Santos identifique locais públicos e privados e, com eles, forme o chamado Caminho da Memória, da Verdade e da Justiça em Santos, relativo à ditadura pós-1964. Comitê e comissão Nogueira tomou a iniciativa na sessão de quinta. No mesmo dia, militantes do Comitê Popular de Santos por Memória, Verdade e Justiça haviam se reunido com a vereadora Débora Camilo (PSOL), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. O comitê planeja levar ideias à comissão neste ano. Correção Por erro da coluna, saiu desatualizado no sábado (8) o salário dos secretários municipais de Santos. De R\$ 22,9 mil, subiu para R\$ 27.704,52 em janeiro. Está na Lei 4.444, de autoria da Câmara e sancionada pelo Executivo. Duas vezes O prefeito Rogério Santos (Republicanos), que ganhava R\$ 26.270,00, passou a receber R\$ 33 mil e terá novo reajuste em 1º de janeiro de 2026, para R\$ 35 mil. A lei é de 2023 e se aplicaria a quem fosse eleito em 2024. Aguardando Os ocupantes de cargos comissionados que não são secretários, identificados pelos símbolos C-1 a C-4 na tabela de vencimentos da Prefeitura, terão correção salarial logo que houver reajuste para o funcionalismo. Queixam-se Aliás, os dois sindicatos da categoria se queixam. O presidente do Sindest, Fábio Pimentel, apelará à Câmara para que, até quarta (12), o Município envie proposta salarial. O Sindserv foi aos balancetes da Prefeitura e viu que 2024 se encerrou com o segundo menor gasto com servidores desde 2014: 40,34% da receita líquida.