Solange Freitas não apoia mais Thaís Margarido (Matheus Tagé/ AT/ Arquivo e Reprodução/ Instagram) A deputada estadual Solange Freitas, coordenadora regional do União Brasil, retirou seu apoio à colega de partido e de profissão Thaís Margarido, jornalista e candidata à Prefeitura de Guarujá. “Conversei com meu grupo e mandei recado (para Thaís)”. Alegou que “a gente estava conversando, teve divergências, e a gente não se falou mais”. O máximo que Solange explicou foi que a candidata “tomou algumas atitudes com que não concordo na forma de fazer política”, sem detalhá-las. Pessoalmente, não sabe se apoiará outra candidatura, mas “não vou mais com Thaís”. Por telefone, a concorrente demonstrou surpresa e declarou que procuraria Solange. Depois, em nota, disse que “ambas caminharam juntas pela Cidade na semana passada e se falaram por telefone recentemente”. Afirma continuar “trabalhando focada na campanha e procurará saber o que houve”. Conforme pesquisa eleitoral do IPAT publicada no dia 22, Thaís é quinta colocada, com 3,3% das intenções de voto. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Aquele abraço As campanhas eleitorais mostram candidatos se comportando de forma que nem sempre se pode considerar autêntica. E não se fala dos tradicionais beijos em crianças e abraços em eleitores idosos. Jogo dos sete erros Há concorrente filmando quando faz exercício físico, uma questão pessoal de saúde, e postando no dia a dia da campanha. Outro postulante, de roupa social e sapatênis, aparece montado em uma escada pintando a fachada de seu comitê. Como se come Também não muda o fato de que padarias e feiras livres são pontos de encontro, conversa e de partida para caminhadas em locais próximos, na caça ao voto. Também representam um perigo na balança. Maluf contava Cerca de 15 anos atrás, em Santos, o então deputado federal e ex-governador Paulo Maluf revelou que, numa campanha, comia tudo o que lhe ofereciam — a começar pelo café com bolo na casa de eleitores. Em meses, engordou 12 quilos. Colados É possível ver o prefeito e candidato à reeleição Rogério Santos ao lado do governador Tarcísio de Freitas (ambos do Republicanos). Não pessoalmente, mas em adesivos oficiais colados no vidro traseiro de carros que circulam por Santos. Aqui, não Freitas, mesmo, não deve declarar apoio público nem a Rogério nem à candidata Rosana Valle (PL), pois Santos é a chamada “bola dividida” — ela tem apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), padrinho político do governador, cujo partido é o do prefeito, adversário dela. Paris foi aqui Para mostrar que o Rio Sena é próprio à natação, a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, mergulhou nele novamente, como fizera antes da Olimpíada. Desta vez, em demonstração para nadadores que participarão dos Jogos Paralímpicos. Justo mergulhou A atitude lembrou Santos, em 8 de março de 1985. Foi quando o então prefeito Oswaldo Justo (foto), de calção de banho, entrou no mar em Santos, perto do Canal 2, diante de jornalistas. Contestou laudos segundo os quais havia excesso de coliformes fecais na água. Na época, cogitava-se interditar praias. Leis universais Quando um repórter de TV perguntou a Justo se não temia se contaminar na água poluída, ouviu do prefeito: “Eu vivo de acordo com as leis que regem o Universo, muito superiores a qualquer laudo”. Memória A Universidade de São Paulo (USP) homenageou 31 alunos mortos na ditadura pós-1964 na segunda-feira. Concedeu a eles diplomas honoríficos de graduação. Um dos lembrados foi Luiz Eduardo da Rocha Merlino, nascido em Santos, torturado e morto em 1971, aos 22 anos. Um dos objetivos da USP é manter a memória coletiva. “Não tem tempo de TV, não tem estrutura partidária. E isso está funcionando. Claro que traz insegurança do ponto de vista de gestão”, Tarcísio de Freitas, governador, sobre o candidato do PRTB à Prefeitura da Capital, Pablo Marçal. Nunes apoia reeleger Ricardo Nunes (MDB).