(Matheus Tagé/AT) Uma das instituições que representam o funcionalismo municipal em Santos, o Sindicato dos Estatutários (Sindest) tem uma pretensão para o próximo ano: aumentar a fatia do Orçamento de 2025 destinada ao custeio dos servidores. O presidente, Fábio Pimentel, recorre a um dado apresentado na semana passada pelo secretário municipal de Governo, Fábio Ferraz, para A Tribuna. É o de que 36,25% do Orçamento, ou cerca de R\$ 1,65 bilhão, estão reservados para pagar salários e benefícios dos aproximadamente 11 mil servidores. Pimentel alega que, para oferecer melhores condições de trabalho à categoria e serviços mais bem prestados à comunidade, esse índice deveria ser mais alto. Afinal, menciona o sindicalista, está distante dos parâmetros máximos da Lei de Responsabilidade Fiscal. São estes: de 51,3%, o limite prudencial, ao qual o Poder Público deve atentar, e de 54%, o teto de despesas. Por isso, uma meta do Sindest para o começo de 2025 será uma reforma administrativa. Unificação O Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional de São Paulo (Sifuspesp) classifica como “um marco para a segurança pública do Estado” a esperada regulamentação da Polícia Penal. A medida unificará as categorias de agente de segurança penitenciária e de agente de escolta e vigilância penitenciárias. No entanto Para a direção da entidade, que se manifestou em nota, “há um longo caminho” após a futura sanção do texto pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). No trajeto, “melhorias nas condições de trabalho, (...), o acautelamento (posse) permanente de armas e (...) um estatuto claro e abrangente” à categoria. Na Baixada, até o fim de 2023, eram 737 futuros policiais penais. Todos na urna Dos 45 concorrentes a prefeito na Baixada Santista, 42 tiveram registros de candidatura aceitos pela Justiça Eleitoral e três continuam na disputa após recorrer contra o indeferimento de seus pedidos. Estes, apelando Dois são de Itanhaém: João Carlos Forssell (PV), que teve direitos políticos suspensos por improbidade administrativa em sentença cujos efeitos entende já terem expirado, e Poliana Fé (PSOL), por não ter prestado contas da campanha de 2020 ao Executivo — ela cita falha na prestação de serviços por um advogado. O terceiro, de Mongaguá, Paulo Wiazowski Filho (PP), que sustenta não estar inelegível. Está assegurado Em Mongaguá, o deferimento de Rodrigo Casa Branca (União) foi contestado pela coligação de Rafael Redó (Republicanos), mas a Justiça Eleitoral rejeitou o recurso. Está de volta Exonerado em abril após ser preso durante uma operação que apura fraudes em licitações, mas com inquérito contra si arquivado por falta de provas, o advogado Áureo Tupinambá (foto) está de volta ao cargo que ocupava: o de diretor-secretário da Câmara de Cubatão. Oficialmente As portarias nomeando Tupinambá e exonerando o substituto, Rodrigo Dias Silva — agora, assessor técnico de Assuntos do Poder Executivo na Câmara —, foram assinadas ontem pelo presidente da Casa, Joemerson Alves de Souza, o Cleber do Cavaco (PSD). Objetivos “Não recebi com surpresa a notícia de arquivamento do inquérito, pois sempre soube que não fazia parte dessa confusão. Sou um cara honesto. Confesso que estava ansioso para voltar à Câmara, pois iniciei um trabalho bacana, de reforma administrativa e reforma estrutural, e quero terminar esse sonho e deixar meu legado na história de Cubatão”, disse o diretor. Em apuração A Operação Munditia, que havia mirado alvos como Tupinambá, apura um esquema de fraude de licitações vinculado à facção Primeiro Comando da Capital (PCC). “Muitas vezes com a aquiescência de gestores públicos, fato que expõe a perigo a vida, a integridade física e o patrimônio de seus ocupantes” Ubiratan Sanderson (PL-RS), deputado federal, autor de projeto para prisão de agentes públicos que permitam construir em áreas de risco.