(Divulgação/ Câmara de Praia Grande) Aprovado por 17 votos a 3, na terça-feira (12), pela Câmara de Praia Grande, o projeto que prevê reserva de 20% das vagas em concursos públicos municipais para pretos, pardos, indígenas e quilombolas em vulnerabilidade social expôs divergências conceituais entre vereadores. Autor do texto, Francisco Lima Júnior, o Gugu Mil Grau (PSD), havia sugerido 30% e sem restrições, mas se baixou o percentual e se incluiu a condição socioeconômica por emenda do vereador Emerson Camargo dos Santos (PSD). Gugu, que julga a cota uma “reparação”, pediu apoio dos colegas, “inclusive da minha grande amiguinha Duda”. Referiu-se a Eduarda Campopiano (PL), que se manteve contra: “Ou você é capacitado ou você não é, e histórias tristes não compensam intelecto”. E afirmou, ao comparar médicos formados “por mérito próprio” ou após entrar no curso por cotas: “Eu tenho certeza que ninguém aqui escolheria o médico cotista”. Entre os que se contrapuseram, Marcio Glauber de Oliveira, o Marcio Alemão (MDB), declarou que “eu escolheria o médico que estivesse bem preparado, independentemente se tivesse entrado pela cota” ou não. “Eu fiz faculdade onde tinha curso de Medicina, e os caras, filhinho de papai, filhinho de riquinho, iam para a faculdade para fazer baderna. (...) E a gente vê o reflexo na nossa saúde”. Machucou-se Antes, a vereadora Janaina Ballaris (União) havia dito que a alegação de Eduarda a “feriu profundamente”. “Quando a gente fala que quem veio de cota não é confiável, é ofender milhões de brasileiros que estudaram dobrado para ocupar espaços historicamente negados.” Santos: ampliação Também na terça, o prefeito Rogério Santos (Republicanos) enviou à Câmara santista projeto de lei complementar para ampliar, de 20% para 30%, o total de vagas destinadas a negros e pardos em concursos da Prefeitura, de autarquias, fundações e empresas públicas e de economia mista da Cidade. A medida se baseia em lei federal com teor semelhante e recomendação do Ministério Público Estadual. Trabalho Autora de uma das propostas em trâmite no Congresso para redução da jornada e fim da escala de trabalho 6x1, a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) estará nesta quinta-feira (14), às 19 horas, no campus da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) da Rua Carvalho de Mendonça, 144, na Vila Mathias, em Santos. A informação é da vereadora Débora Camilo (PSOL), pré-candidata à Câmara Federal. Termos O vereador Fabrício Cardoso (Pode) apresentou projeto para proibir, em documentos e meios de comunicação da Prefeitura de Santos, o uso de termos como “pessoas que menstruam” e “pessoas que gestam” em substituição a “mulheres”, “mães” ou “gestantes”. Linguagem “Historicamente, a linguagem foi utilizada como ferramenta de exclusão das mulheres. (...) A linguagem oficial deve ser clara e precisa ao identificar o sujeito que busca proteger”, argumenta Cardoso. Na cabeça O presidente da Câmara de São Vicente, Wagner Santos Pinheiro, o Cabeça (União), deverá ser reeleito para o cargo. A escolha será em 3 de junho, primeira sessão ordinária do mês, conforme previsto no Regimento Interno do Legislativo. Maioria Cabeça postou ontem foto com outros nove vereadores, a maioria da Casa — que tem 15 representantes. Por isso, tende a ficar no comando em 2027 e 2028, os anos finais da atual legislatura. Confirmação Quando foi eleito presidente pela primeira vez, para o atual biênio, Cabeça havia acabado de voltar à Casa. Ele foi um dos vereadores do antigo PSL a perder o mandato em 2023, pois o partido teve votos anulados por fraude à cota de gênero no registro de candidaturas femininas. Em 2024, Cabeça teve mais votos do que antes. Vereador Pré-candidato a deputado estadual pelo PSDB, Anderson de Lana Andrade voltou à Câmara de Cubatão ontem. Assumiu a vaga de Ivan Hildebrando, que retornou à Secretaria de Assistência Social após um mês.