(Vanessa Rodrigues/Arquivo AT) O Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Praia Grande realiza nesta terça-feira (11) paralisação, por um dia, dos funcionários da Prefeitura. A greve foi aprovada em assembleia geral extraordinária, e há concentração diante do Paço Municipal. A data-base dos servidores praia-grandenses é em janeiro, mas a categoria ainda nem sequer recebeu proposta oficial, segundo o presidente do sindicato, Adriano Roberto Lopes da Silva, o Pixoxó. Nesta segunda (10), porém, o prefeito Alberto Mourão (MDB) enviou ofício ao sindicalista a fim de convidar três representantes do órgão sindical para uma reunião nesta terça, no Centro Integrado de Controle e Operações Especiais (Cicoe). Entre os participantes, os secretários de Finanças, Cristiano de Mola, e de Administração, Ruy Ferraz Fontes. Conforme o documento, “foram finalizados os estudos orçamentários, (...) fato que permite iniciar o diálogo para a definição da revisão geral anual” dos 13.140 funcionários ativos, 1.976 aposentados e 623 pensionistas. Os estudos a que Mourão se refere deram origem a uma ordem de serviço publicada ontem no Diário Oficial do Município. O teor do documento, em resumo, visa a orientar um aperto orçamentário. “Algumas despesas (...) estão subestimadas no Orçamento de 2025” e “o gasto com folha de pagamento dobrou nos últimos anos”. Subdimensionados Entre os exemplos contidos na ordem de serviço, constam que o contrato de coleta de lixo em Praia Grande custou R\$ 100 milhões no ano passado, mas se reservaram no Orçamento atual R\$ 60 milhões. E os serviços do Hospital Irmã Dulce demandam R\$ 25 milhões neste ano, enquanto o valor separado não ultrapassa R\$ 9,5 milhões. Apertar os cintos Além de “compreender como esse desequilíbrio aconteceu” e “buscar adotar medidas para conter e reduzir despesas”, o prefeito ordenou ações em todas as secretarias. Entre elas, “realizar estudos sobre os gastos com pessoal e a produtividade dos serviços” e restringir horas extras “a situações emergenciais”. Reivindicações Questões orçamentárias à parte, entre as reivindicações dos servidores, estão 14,37% de reajuste mais a correção do salário mínimo nacional neste ano (7,5%) — que inclui perdas salariais e aumento real —, auxílio-alimentação de R\$ 1,4 mil e auxílio-refeição de R\$ 1.210,00. Em Cubatão... ... o vereador Marcos Roberto Silva, o Tinho (PSD), pede à Prefeitura que inspecione todos os viadutos e pontes, para evitar riscos estruturais. Sobretudo, na Ponte Jornalista Manuel Alves Fernandes, o Maneco — a Ponte do Arco-Íris. Teme o mesmo que houve no Maranhão em dezembro, onde 14 morreram após uma ponte cair.